Curiosidades sobre o Boto-cor-de-rosa

> Publicado 07 março - Leitura Read

Natural da amazônia, o boto-cor-de-rosa vive nas águas dos rios do Brasil, da Bolívia, da Venezuela, da Colômbia, do Equador e do Peru.

 

Curiosidades sobre o Boto-cor-de-rosa

 

Além da sua cor rosa, as curiosidades sobre este esplêndido mamífero giram em torno da lenda do boto rosa, folclore brasileiro, sendo muito influente na região Norte do país.

 O Boto-cor-de-rosa também é conhecido por outros nomes, como boto-vermelho, boto-rosa, uiara ou simplesmente boto.
 
 



O boto-cor-de-rosa é um mamífero parente das baleias e dos golfinhos; a diferença é que não vive no mar, mas na água doce. Ele é encontrado não só nos rios principais, mas também em riachos, estuários e lagoas.

 
Curiosidades sobre o Boto-cor-de-rosa

De todas as espécies de golfinhos de rio, o boto-cor-de-rosa é a maior. Os machos podem chegar a 2,5 metros de comprimento e pesar até 200 quilos; as fêmeas, um pouco menores, chegam a medir 2,2 metros e a pesar 150 quilos, em média.



Curiosidades sobre o Boto-cor-de-rosa


Os olhos dos botos-cor-de-rosa são pequenos, mas sua visão é boa. O “bico” que eles têm se chama rostro. O rostro contém dentes, que os botos usam para capturar e triturar suas presas.
 
Curiosidades sobre o Boto-cor-de-rosa


A cor característica do boto-cor-de-rosa varia de acordo com fatores como a idade e o sexo do animal. Os recém-nascidos e jovens são cinzentos, e os adultos são rosados; a cor dos machos é mais viva que a das fêmeas.
 
Curiosidades sobre o Boto-cor-de-rosa

O boto-cor-de-rosa normalmente vive sozinho, mas também é encontrado em pares (formados pela fêmea e seu filhote) ou em grupos pequenos, com até quatro animais. 
 
Curiosidades sobre o Boto-cor-de-rosa

Ele se alimenta de dezenas de espécies de peixes, bem como de camarões, caranguejos e até tartarugas.
 

Curiosidades sobre o Boto-cor-de-rosa

 

A gestação do boto-cor-de-rosa dura cerca de onze meses. Os filhotes normalmente nascem entre maio e julho, quando os rios estão bem cheios. 


Ao nascer, os filhotes têm aproximadamente 80 centímetros. Eles se alimentam do leite da mãe por cerca de um ano. Cada fêmea dá à luz apenas um filhote por vez.

 

A lenda do boto rosa

O boto-cor-de-rosa é uma lenda do folclore brasileiro, sendo muito influente na região Norte do país. 

                                  
Curiosidades sobre o Boto-cor-de-rosa

Fala de um boto que se transforma em um homem belo e sedutor. Na forma humana, o boto seduz mulheres para engravidá-las. 


Essas mulheres são abandonadas pelo ser, que retorna para o rio em sua forma animal.


O boto, como mencionado, transforma-se em um homem muito bonito, com boa conversa e galanteador. 


Durante a transformação, ele passa a usar roupas e sapatos brancos, além de um chapéu que tampa o topo de sua cabeça. 


Esse chapéu seria um disfarce, pois a transformação não é completa: no topo da cabeça estariam as narinas do boto.


Sendo assim, o chapéu esconde a grande evidência de que aquele homem é, na verdade, o boto. 


Existem versões da lenda que falam que o boto procura a mulher mais bonita da festa para seduzi-la, e outras, que ele não procura necessariamente a mais bonita, mas sim uma mulher virgem.

                               
Curiosidades sobre o Boto-cor-de-rosa


Depois de seduzir a mulher, o boto deita-se com ela e, antes do fim da noite, ele a abandona. Essa mulher engravida, e seu filho cresce sem pai, uma vez que o boto voltou para suas águas. 


Essa lenda era muito utilizada na tradição popular para explicar os filhos sem pai. Assim, todo filho que cresce sem saber quem é o pai fica conhecido como filho(a) do boto.


O antropólogo Luís da Câmara Cascudo aponta que a ligação da lenda de cetáceos com atos carnais é antiga e remonta à Grécia Antiga. 


Câmara Cascudo aponta para o fato de que o golfinho (espécie que se assemelha ao boto) era um símbolo de luxúria para gregos e romanos, que o associavam com o culto de Afrodite (Vênus, para os romanos), a deusa do amor.


Além disso, existia literatura que narra a paixão de golfinhos por homens e mostrava o animal como parte de um fetiche ictiofálico, isto é, a visão do peixe como um falo. 


Pode ser ressaltado também que os movimentos do golfinho na água eram assemelhados aos do ato sexual.


Essa associação do golfinho com a luxúria permaneceu e foi aplicada, no Brasil, ao boto-cor-de-rosa. 


No entanto, a lenda do boto-cor-de-rosa não estava presente na cultura indígena até o século XVII, e o boto encarado como animal sedutor só se estabeleceu na cultura popular em meados do século XIX.


A visão grega do boto como um animal afrodisíaco, símbolo da luxúria, repercutiu em determinadas práticas populares no Brasil. 


Luís da Câmara Cascudo aponta que partes do corpo dos botos-cor-de-rosa eram tidas como portadoras de poderes mágicos. O olho seco de um boto, por exemplo, era tido como um poderoso amuleto amoroso.


Por fim, lendas parecidas com a do boto estão presentes em outros locais da América do Sul, como a Argentina e o Chile, e também em determinados locais da Europa.

 

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Redação da Maré.

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