De cada 100 pessoas em idade para trabalhar, 45 estão fora do mercado no Paraná

> Publicado 12 março - Leitura Read

Dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgados na quarta-feira pelo IBGE, mostram que o Paraná fechou o último ano com aumento expressivo tanto no número de pessoas desocupadas como no de pessoas fora da força de trabalho.  
                                                             

mercado de trabalho

                                                                


Dessa forma, temos atualmente um cenário no qual 45 de cada 100 pessoas em idade para trabalhar estão fora do mercado de trabalho, efetivamente no Paraná.



De acordo com o IBGE, no Paraná a população em idade para trabalhar somava nos últimos meses de 2020 um contingente de 9,74 milhões de pessoas.

 


Do total dessa população, 5,93 milhões (60,9%) compunham a chamada “força de trabalho”, que nada mais é que a soma de pessoas ocupadas (5,35 milhões ou 54,9% da população total) e desocupadas (578 mil ou 5,9% da população).



Além da população desocupada (popularmente chamados de desempregados: a pessoa que procurou uma vaga na semana de referência, mas não conseguiu colocação), contudo, também temos o grupo de pessoas “fora da força de trabalho”, que são aqueles indivíduos que não estão trabalhando nem procurando emprego.

 


Nesta categoria estão incluídos, dentre outros, os “desalentados” (aqueles que já desistiram de encontrar uma colocação) e a “força de trabalho potencial” (composta por pessoas que não trabalham nem procuram trabalho, mas estavam disponíveis para assumir um trabalho caso surgisse).



No Paraná, a população fora da força de trabalho sempre ficou em torno de 35% do contingente total em idade para trabalhar ao longo da última década.

 

Com a pandemia, porém, esse porcentual chegou a 39,1% no 4º trimestre de 2020, somando 3,81 milhões de pessoas.



Dessa forma, se somarmos a população desocupada com o contingente fora da força de trabalho, temos que 45% da população em idade para trabalhar no Paraná está atualmente fora do mercado de trabalho, efetivamente.



As maiores taxas de desocupação no país ficaram com Bahia (19,8%), Alagoas (18,6%), Sergipe (18,4%) e Rio de Janeiro (17,4%), enquanto as menores com Santa Catarina (6,1%), Rio Grande do Sul (9,1%) e Paraná (9,4%).



Embora a situação paranaense seja até positiva comparado com a média nacional, o resultado estadual é também o pior da série histórica.



Considerando a média anual de desempregados, o menor nível de desemprego no estado foi registrado em 2014, com 4,0%. 



Em 2015, porém, a taxa de desocupação já havia chegado a 5,9%, superando a barreira dos 8% nos anos seguintes. 2020, porém, foi a primeira vez que o percentual de desempregados no estado fica acima de 9%.



Os três estados da região Sul apresentaram o melhor desempenho na taxa de desemprego entre as unidades federativas do país em 2020. Rio Grande do Sul (9,1%), Santa Catarina (6,1%) e Paraná (9,4%) respondem pelas três taxas de desocupação mais baixas do Brasil.

 


A média nacional é de 13,5%, segundo o IBGE. “Durante a pandemia, o que se observou em todas as regiões foi um aumento da taxa de desocupação. 


Porém, essa taxa não subiu tanto nos estados do Sul a ponto de equipará-los aos demais do Brasil”, afirma Patrícia Palermo, economista e professora da ESPM Porto Alegre.



A economista afirma que as razões para o desempenho da região Sul no contexto nacional são anteriores à pandemia de covid-19 e que, historicamente, as taxas de desemprego na região já são mais baixas em relação ao restante do país.

 


“Existem três características próprias da região que nos ajudam a entender esse cenário: pirâmide etária, anos de estudo e distribuição de renda”, afirma.


Para Patrícia Palermo, as três variáveis têm impacto direto na dinâmica do mercado de trabalho regional. 


“Quando se têm menos jovens na população economicamente ativa, a média da mão de obra acaba sendo de trabalhadores com mais experiência. 


Além disso, o número médio de anos de estudo na região Sul é um pouco maior do que no restante do Brasil".



Redação da Maré.

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