Desde a formação do planeta, de acordo com cientistas, desde sua formação, a Terra passou por cinco eventos de extinção. Esta é a sexta, e desta vez a causa não é a queda de nenhum astro, mas a nossa queda.
A sexta extinção já atinge a vida marinha - desta vez a perturbação somos nós
             

A extinção em massa da vida marinha é o resultado de uma perturbação no sistema. E neste caso a perturbação somos nós.


O jornal The Washington Post publicou a seguinte matéria em 2017: “What the sixth extintion will look like in the Ocean’s: The largest Species die off first”. Em tradução livre, A sexta extinção nos Oceanos: as maiores espécies desaparecem primeiro.


No parágrafo de abertura diz o jornal: “nós não podemos vê-la ao nosso redor”. E poucos parecem se importar. No entanto, os cientistas estão cada vez mais convencidos que o mundo está indo de roldão para o que tem sido chamado de um evento da sexta extinção em massa.


Um estudo da revista Science confirma os dados. A revista afirma que para os oceanos as ameaças de extinção não são distribuídas igualmente entre todas as espécies. 


As maiores espécies estão em perigo neste momento.

De tubarões, a baleias e moluscos gigantes, tartarugas e atuns. 


A ameaça desproporcionada para os organismos marinhos maiores reflete a propensão humana única para abater os maiores membros de uma população.

                           

Pesca predatória - Os atuns são os primeiros da fila de extinção

 

A sexta extinção já atinge a vida marinha - desta vez a perturbação somos nós


Cientistas dizem que a “natureza intocada” pelos humanos já se foi

Jonathan Payne, da Universidade de Stanford, o principal autor do estudo, disse que…

“O que nos surpreendeu foi não vermos um tipo semelhante de padrão em qualquer dos eventos de extinção em massa anteriores que estudamos.”


Anthony Barnosky, diretor executivo da Stanford Jasper de Ridge Biological Preserve, explicou que estas perdas no oceano estão em paralelo com o que os humanos fizeram para os animais da terra há cerca de 50.000 a 10.000 anos atrás. 


A sexta extinção em massa já começou


Barnosky foi o co-autor de um estudo publicado que encontrou uma excepcionalmente rápida perda de biodiversidade ao longo dos últimos séculos, indicando que uma sexta extinção em massa já está em andamento.


Um problema particular, diz Payne, é que se você tirar todos os predadores de topo da cadeia, as espécies que costumavam ser suas presas podem explodir sua população, trazendo efeitos reverberantemente grandes em todo o ecossistema.


A remoção preferencial dos maiores animais dos oceanos modernos, sem precedentes na história da vida animal, pode perturbar os ecossistemas por milhões de anos.

 

O aquecimento global acelera a extinção


No final do período geológico do Pérmico, há cerca de 252 milhões de anos, as temperaturas globais aumentaram 10 °C em 30.000 a 60.000 anos como resultado das emissões de gases com efeito de estufa das erupções vulcânicas na Sibéria. Nesse período, 90% de todas as espécies marinhas foram mortas.


A vida marinha já se afasta do equador


O sciencealert explica: ‘Embora o aquecimento no equador de 0,6℃ nos últimos 50 anos seja relativamente modesto em comparação com o aquecimento em latitudes mais altas, as espécies tropicais estão a se distanciar para permanecer em seu nicho térmico em comparação com as espécies em outros lugares’.


À medida que o aquecimento dos oceanos acelerou nas últimas décadas devido às alterações climáticas, o declive ao redor do equador aprofundou-se.


Com a mudança da vida marinha para região subtropicais, acontecerá nestas regiões a introdução destas espécies que provocarão novas interações predador-presa e novas relações competitivas.


De acordo com o site sciencealert, "por exemplo, peixes tropicais que se mudam para o porto de Sydney competem com espécies locais por alimento e habitat".


Isso pode resultar no colapso do ecossistema, como foi visto na fronteira entre os períodos Permiano e Triássico, no qual as espécies se extinguem e os serviços do ecossistema (como suprimentos de alimentos) são permanentemente alterados.

 

                                
A sexta extinção já atinge a vida marinha - desta vez a perturbação somos nós

Elizabeth Kolbert, geóloga e paleontóloga publicou o livro “A sexta extinção, uma história não natural”. Pelo título é possível deduzir o conteúdo da obra que fez barulho mundo afora.


Ela escreve regularmente para várias publicações de prestígio, entre elas a National Geographic, e a revista New Yorker. 


A cientista diz que…

…dada a nossa tendência para sistemas globais de transporte, uso indiscriminado de hidrocarbonetos, e ocupação e destruição de áreas naturais, nossa geração pode causar a sexta extinção das espécies.

 

                           
A sexta extinção em massa já começou - desta vez a perturbação somos nós

Com a palavra theguardian.com: “cientistas alertam, o sexto evento de extinção em massa está em curso”. E no corpo do texto está escrito que…”os pesquisadores falam de aniquilação biológica, já que o estudo revela que bilhões de populações de animais perderam-se nas últimas décadas.”


Conclusão do estudo: A humanidade pagará com a extinção de sua própria existência.


“A aniquilação biológica resultante, obviamente, terá sérias consequências ecológicas, econômicas e sociais. A humanidade acabará por pagar um preço muito alto pela diminuição da única assembléia de vida que conhecemos no universo.” 


Pagará com a extinção de sua própria vida. Mas, isso não será como uma bomba que leva tudo pelos ares, mas a custo de muito sofrimento. 


A humanidade passará por privações e sofrimentos terríveis, doenças sem cura, pobreza, falta de água… A extinção se dará primeiro entre os mais pobres até que os “poderosos” perceberão que não é possível comprar a vida. Lutarão entre si, mas, será uma luta em vão.