Colapso nos portos da China ameaça comércio mundial

> Publicado 18 junho - Leitura Read

Um surto de covid em Guangdong vem causando interrupções no trabalho dos principais portos no sul do país.


Colapso nos portos da China ameaça comércio mundial

A situação causa um grande colapso nos portos da China e pode levar a mais danos ao comércio mundial do que o bloqueio do canal de Suez, avisam os especialistas.


Guangdong é um dos mais importantes centros de contêineres do mundo.

                            
Colapso nos portos da China ameaça comércio mundial

O surto da infecção do coronavírus na província, situada na costa do sul da China, levou a um encerramento parcial do terminal do distrito de Yantian, que agora opera apenas com 30% de sua capacidade, o que resultou no redirecionamento de mercadorias para os terminais próximos de Nansha e Shekou.


O desvio provocou grandes atrasos, já que os portos não podem acomodar todas as embarcações. 


Além do mais, o carregamento de contêineres é dificultado pela regulamentação aduaneira. 


Em resultado, o processamento de um contêiner começou a demorar cerca de uma semana, tendo o tempo total de trânsito aumentado para 15-16 dias.


Os especialistas ressaltam que isso afetará inevitavelmente o comércio internacional à medida que a carga continua se acumulando.


O colapso dos portos do país asiático ameaça causar muito mais dano do que o bloqueio do canal de Suez, no Egito, pelo navio porta-contêineres Ever Given em março de 2021, de acordo com participantes do mercado de transporte marítimo.


Segundo estimativa do diretor-geral da companhia consultora Vespucci Maritime, Lars Jensen, o volume médio diário de carga não manipulada no porto de Yantian é de 25.500 TEU (unidade de medida de capacidade do transporte marítimo equivalente a um contêiner básico de 20 pés).


“O bloqueio de Suez afetou 55 mil TEU diários, mas durou apenas seis dias. 


E em Yantian estamos falando de 14 dias, e a situação está se desenvolvendo e se estendendo a Nansha e Shekou”, afirmou Lars Jensen ao portal The Load Star.


Os analistas acreditam que a situação não se estabilizará até final de agosto ou início de setembro de 2021. 


Como resultado, as circunstâncias do colapso dos portos chineses provocarão um aumento nos preços do transporte e respetivamente o custo final das mercadorias.


Fonte: Correio do Brasil

Redação da Maré.

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