Tempestade ‘Raoni’ impede movimentação de navios nos portos de Santa Catarina

> Publicado 30 junho - Leitura Read

As consequências do fenômeno serão vistas no mar, com ondas que podem chegar a 3 metros de altura próximo da costa.

                          
Tempestade ‘Raoni’ impede movimentação de navios nos portos de SC

Devido a tempestade tropical Raoni, a movimentação de navios nos portos de Santa Catarina, que integram o Complexo Portuário do Itajaí-Açu, está suspensa desde a tarde de terça-feira (29).


O ciclone que se formou sobre o Uruguai e evoluiu para tempestade tropical Raoni (“grande guerreiro” em tupi-guarani) traz reflexos para o Litoral de Santa Catarina desde a tarde desta terça-feira (29) e toda a quarta (30). 


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Meteorologista da Epagri Ciram, órgão responsável pelo monitoramento em SC, Marilene de Lima explica que, embora o ciclone tenha ao seu redor ventos de forte intensidade, o que lhe transformou em uma tempestade tropical, os reflexos são quase imperceptíveis em território catarinense:


Esses ventos geram ondas mais altas que se propagam, irradiando para outros locais. Se estende, então, pelo litoral do RS e aqui em SC chega com menos intensidade, com períodos mais espaçados entre os picos de ondas - de 8 a 14 segundos. 


Não é aquela ressaca que vem lavando e comendo a orla.


Essas ondas podem seguir, no máximo, até quinta-feira pela manhã e serão maiores em alto mar, motivo porque se fazem alertas sobre os riscos às navegações.


Ainda, de acordo com a meteorologista, não há previsão de ventania para o Estado, porque, pela distância e obstáculos, o vento amortece e chega com intensidade de 45 a 50km/h próximo da costa.

                              
Tempestade ‘Raoni’ impede movimentação de navios nos portos de SC

O ciclone em alto mar foi classificado pela Marinha do Brasil como tempestade subtropical Raoni (“grande guerreiro” em tupi-guarani), que possui um centro quente embaixo e frio em cima, é mais propenso a chuva e tem formato espiral.


Conforme a meteorologista Marilena de Lima, este estágio se transforma novamente, conforme a troca de velocidade de ventos, temperatura e do seu deslocamento.


Nas próximas horas ele pode voltar a ser um ciclone subtropical ou extratropical. Depois desconfigura e é absorvido- conclui.


Foto: Geoclima

Redação da Maré.

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