Usina de etanol de milho do MT será a 1ª com pegada de carbono negativa, entenda

> Publicado 24 junho - Leitura Read

O empreendimento será o primeiro do Brasil a ter pegada de carbono negativa, ou seja, vai estocar mais carbono do que emite.

Usina de etanol de milho de MT será a 1ª com pegada de carbono negativa

A usina da FS Bioenergia, no Mato Grosso, maior produtora de etanol de milho do país, vai investir R$250 milhões para implementar um sistema de bioenergia com captura e estocagem de carbono em sua usina, localizada em Lucas do Rio Verde. 


O empreendimento será o primeiro do Brasil a ter pegada de carbono negativa, ou seja, vai estocar mais carbono do que emite.


A FS Bioenergia irá capturar, comprimir e transportar o carbono produzido na usina até um local de armazenamento subterrâneo. 


A empresa contratou estudos geológicos e sísmicos para definir qual será a localização exata da injeção de carbono na planta no Mato Grosso.


Segundo Rafael Abud, presidente da companhia, agora estão fazendo estudos sísmicos para garantir a viabilidade do local, para avançar na construção do projeto de carbono na usina.


Tal estudo sísmico foi feito para identificar o ponto e a profundidade ideais para a injeção do carbono na usina de etanol de milho. 


Ele é injetado em rochas porosas localizadas logo abaixo de rochas impermeáveis, que evitam que o carbono chegue à atmosfera, esse seria o principal risco do armazenamento. 


O carbono injetado ocupa os poros da rocha e se expande lateralmente, a expansão vertical é impossibilitada por causa da rocha impermeável selante.


Será a primeira vez que o sistema será usado para esse propósito no Brasil.


A Petrobras tem um projeto semelhante, mas o foco é retirar petróleo e o volume de carbono que permanece no solo é baixo. 


Rafael diz que, neste caso, o carbono fica estocado para sempre e irão monitorar os poços para garantir que não haja vazamentos. 


Para evitar que o carbono capturado da usina vaze, sensores vão medir o teor de CO2 na atmosfera, no solo e em poços.


A companhia espera conseguir estocar todo o carbono da fermentação de etanol produzido pela usina nos próximos 30 anos ou mais. 


O vice-presidente executivo de Sustentabilidade e Novos Negócios da FS, Daniel Lopes, diz que o carbono que será capturado na unidade tem alto grau de pureza. 

 

Com isso, é preciso apenas comprimir e desidratar o gás (caso fosse necessário separá-lo de outros gases antes da estocagem, o custo do projeto aumentaria).


Redação da Maré.

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