Acordo libera navio que bloqueou o Canal de Suez; tripulantes estavam confinados

> Publicado 05 julho - Leitura Read

Enquanto o entrave judicial não era resolvido, o cargueiro estava estacionado em um lago do Egito desde 29 de março. 

                                 
Acordo libera navio que bloqueou Canal de Suez; tripulantes estavam confinados

Os proprietários e as seguradoras do navio Ever Given, chegaram neste domingo (4) a um acordo formal sobre a indenização a ser paga, que libera o navio e seus tripulantes, após a embarcação bloquear o Canal de Suez em março, uma importante via de comércio internacional e gerar prejuízos de milhões de dólares.


A Autoridade do Canal de Suez (SCA, na sigla em inglês) não revelou os detalhes da negociação, mas disse que haverá uma cerimônia na próxima quarta-feira para celebrar a assinatura do documento.


Desde 29 de março, quando desencalhou, o navio está estacionado no Grande Lago Amargo, no Egito, à espera de um acordo na Justiça. 


Sem indenização, tripulantes continuariam confinados


Mais de 20 tripulantes vivem como "reféns" e aguardavam uma resolução para serem liberados do cargueiro.


Segundo a Federação Internacional dos Trabalhadores em Transporte (ITF), que os visitou, todos estavam "de bom humor", mesmo sem previsão de quando sairão do navio.


Em abril, a SCA chegou a dizer que exigiria quase US$1 bilhão para compensar os danos, pagar a operação de salvamento e reparar a "perda de reputação". 


Sem isso, não liberaria a tripulação. Depois, em junho, baixou o valor para US$550 milhões.


Agora, com a iminente assinatura do acordo, a SCA afirma que a embarcação voltará a circular normalmente em 7 de julho.


"Os preparativos serão feitos, e um evento será realizado na sede da Autoridade em Ismailia no devido tempo", disse, em comunicado, Faz Peermohamed, da Stann Marine (representante das seguradoras e da proprietária do navio).


O Ever Given encalhou e bloqueou o Canal de Suez por seis dias em março. 


O impacto foi sentido no mundo inteiro: outros navios não conseguiam passar, o comércio internacional ficou comprometido, e até o preço do barril do petróleo sofreu mudanças.


Com 400 metros de comprimento e 220 mil toneladas, a embarcação operada pela empresa Evergreen parou de navegar em meio a ventos fortes e tempestades de areia. 


Redação da Maré.

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