Maçã e gergelim brasileiros ganham espaço no mercado indiano

> Publicado 30 julho - Leitura Read

Com o crescimento das importações indianas, haverá espaço para o Brasil aumentar ainda mais suas vendas nos próximos anos. 

                     
Maçã e gergelim brasileiros ganham espaço no mercado indiano

A Índia se tornou o maior destino para a maçã brasileira em 2021, e o gergelim, que teve o mercado aberto no ano passado, já tem no país sul asiático o principal importador.


Maçãs

A Índia apresentou um expressivo aumento das importações de maçãs embarcadas, principalmente, dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. 


No período de janeiro a junho, as exportações para aquele país oriental foram de US$19,03 milhões, quase quatro vezes mais que o exportado no mesmo período de 2020 (US$4,9 milhões). 


Este valor representa 27% das vendas nacionais da fruta. Um total de 23,4 mil toneladas de maçã foram exportadas para a Índia de janeiro a junho.


“O potencial de aumento das importações do agro brasileiro pela Índia é expressivo. Por isso, é importante incentivar a participação do setor privado em ações de promoção comercial no país asiático”, avalia Jean Marcel Fernandes, diretor do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos do Ministério da Agricultura.


Gergelim

O Brasil obteve a autorização para exportar gergelim para a Índia em janeiro do ano passado, sendo que os primeiros carregamentos começaram a chegar no segundo semestre, tendo finalizado o ano com cerca de US$17 milhões de exportação do produto, mostrando o alto potencial desse mercado para o Brasil.


Em 2021, as exportações já somam até junho cerca de US$4 milhões, mas as vendas se concentram no segundo semestre, após a colheita da safrinha.


O gergelim é cultivado, principalmente, no Mato Grosso, onde se tornou uma importante opção para a safrinha após a colheita da soja.


A Índia é um grande produtor e exportador de gergelim, no entanto, importa o produto para processamento durante a entressafra.


Frutas brasileiras no mundo

O Brasil também está aumentando a exportação de outros tipos de frutas para diversos países. 


Cerca de 81% do total de US$1 bilhão em exportações das frutas nacionais em 2020 tiveram como destino a União Europeia (51,4%), os Estados Unidos (14,7%) e o Reino Unido (14,6%).


“O Brasil é grande produtor de frutas, mas ainda exporta pouco. Por isso, precisamos promover o setor.”, afirma Fernandes.


Com o câmbio favorável e a busca por alimentos saudáveis, os exportadores de frutas pretendem faturar 15% mais com vendas externas até o fim do ano, de acordo com a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas). 


Parte da meta, US$510 milhões, já foi obtida no primeiro semestre.


O Brasil é o terceiro maior produtor de frutas do mundo, com 45 milhões de toneladas por ano. O setor emprega 5 milhões de pessoas.


Os principais exportadores mundiais de frutas em 2020 foram os Estados Unidos, com 13,6% de participação; China, com 7,9%; União Europeia, com 7,2%; México, com 6,1%, e Chile, com 5,2%. O Brasil ficou na 26ª colocação, com market share de 0,9%.


Em 2020, as principais frutas exportadas pelo Brasil foram: mangas, melões, nozes, castanhas, uvas, limões e limas.


Entre 2016 e 2020, a taxa de crescimento médio anual das exportações mundiais de frutas foi de aproximadamente 4%. 


Se o Brasil replicar essa taxa nos próximos anos, registrará ganhos anuais próximos a US$40 milhões.


Redação da Maré.

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