Porto Sudeste do Brasil planeja entrar no mercado de descarga navio-a-navio

> Publicado 26 julho - Leitura Read

De acordo com o Ibama, já existem cinco empresas no país licenciadas para operar com o método navio-a-navio STS (ship to ship)

                                 
Porto Sudeste do Brasil planeja entrar no mercado de descarga navio-a-navio

 

O porto brasileiro de Porto Sudeste do Brasil, no Rio de Janeiro, planeja entrar no mercado de descarga navio-a-navio STS (ship to ship). O STS consiste no transporte de óleo e subprodutos entre navios. 


O porto está localizado na ilha da Madeira, no Itaguaí, e visa melhorar a utilização das suas instalações, após ter registado 61% de ociosidade em 2020, transportando 19,3 milhões de toneladas de minério de ferro contra uma capacidade total de 50 milhões de toneladas de sólidos.

                                

Porto Sudeste do Brasil planeja entrar no mercado de descarga navio-a-navio

Esse método é amplamente utilizado pela petroleira federal Petrobras e deve crescer significativamente nos próximos anos com o aumento da produção do pré-sal.


Projetado para atracar os navios Suezmax, o Porto Sudeste é o petroleiro pesado mais popular na faixa de 165.000 toneladas, assim como os navios Aframax, Panamax e Handymax.


Procurado pela BNamericas, um porta-voz do Porto Sudeste destacou que o porto se destina ao transporte de diversos tipos de produtos e que o potencial de expansão sempre fez parte do seu plano de negócios.


“A prática de transbordo está aumentando gradativamente no Brasil e, com o aumento da produção de petróleo no país, a demanda por infraestrutura portuária para esse tipo de operação vai aumentar. 


No entanto, a movimentação de granéis sólidos continua sendo a principal operação do Porto, que está constantemente em busca de novas oportunidades.”


A produção da ANP no exterior saltará de 2,8 MB / dia para 3,5 MB / dia de óleo e de 108 milhões de m3 / dia para 154 milhões de m3 / dia de gás natural até 2025.


De acordo com o Ibama, existem cinco empresas no país licenciadas para operar o STS: Petrobras e sua subsidiária de logística Transpetro, Fendercare, Oceanpact Serviços Marítimos e AET Brasil Serviços.


Os portos onde a estatal opera STS incluem os portos do Açu e Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro; Pecém e Mucuripe no Ceará; Suape em Pernambuco; e Rio Grande, no Rio Grande do Sul.


Marcos D’Elia, sócio da consultoria Leggio Consultoria, disse estimar que as exportações brasileiras de petróleo cresceram 118% até 2035 e que a STS representará dois terços das operações.


“O método de embarque ship-to-shore é possível, mas depende da ampliação do armazenamento de petróleo, atualmente limitado às instalações da Petrobras”, disse Delia, acrescentando que o porto de Akko, do Acre, tem um projeto para construir tanques de óleo que permitam esse tipo de operação.


Redação da Maré.

Anúncio






Últimas notícias