Saúde intensifica ações no combate à dengue no Porto de Paranaguá

> Publicado 24 julho - Leitura Read

Nesta semana, 17 armadilhas foram instaladas, de ponta a ponta, para capturar e tentar identificar a presença de ovos do mosquito Aedes aegypti.

                              
Saúde intensifica ações no combate à dengue no Porto de Paranaguá

A equipe da 1ª Regional de Saúde do Estado segue intensificando os trabalhos de prevenção à dengue no cais do Porto de Paranaguá, com o apoio da Diretoria de Meio Ambiente da Portos do Paraná.


“Como coordenadores da Diretoria de Meio Ambiente, temos a responsabilidade de trazer para as nossas ações essa integração”, afirma Rafael Falco Salles Cabreira, coordenador de Fiscalização e Controle de Emergências Ambientais.


A busca de parcerias contínuas com instituições estaduais, municipais e até federais, segundo ele, são fundamentais para integrar ações e, assim, otimizar os resultados.


“Nesse momento é de extrema importância que unamos as forças e somamos os conhecimentos para atingirmos melhores patamares na gestão pública”, afirma.


Ainda segundo Cabreira, os muros do Porto não devem ser encarados como uma barreira impeditiva para o acesso de ações – como essa da 1ª Regional de Saúde - que venham somar aos trabalhos da equipe. 

“Estamos de portas abertas”, diz.


Para o chefe da Seção de Vigilância Sanitária Ambiental e Saúde do Trabalhador, da 1ª Regional de Saúde do Estado, Diovaldo Almeida de Freitas, a importância dessa ação ser realizada na faixa portuária é direta para a ampliação da cobertura e do monitoramento em relação à doença, sempre com foco na prevenção.


“Para o lado de fora do Porto, até nas empresas portuárias parceiras, já tem esse controle. Se fizermos só em uma parte da cidade, a tendência é que o mosquito migre. E, assim, a cobertura nunca será completa”.


Esse trabalho da equipe de saúde do Estado, no Porto, teve início em maio, quando os profissionais visitaram o cais para fazer o reconhecimento e análise prévia da área primária.

                                     
Saúde intensifica ações no combate à dengue no Porto de Paranaguá

Definidas as estratégias, a equipe seguiu com as ações.

As “ovitrampas”, como são chamadas, foram montadas na última segunda-feira (19). 


Nesta sexta-feira (23), as armadilhas foram recolhidas e enviadas para a análise do laboratório da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que faz a contagem e identificação dos ovos – para saber se são ou não do mosquito transmissor da dengue.


Segundo o chefe da Seção de Vigilância Sanitária Ambiental e Saúde do Trabalhador, da 1ª Regional de Saúde do Estado, Diovaldo Almeida de Freitas, é um trabalho de controle vetorial do mosquito Aedes.


“Existem várias formas de fazer esse controle, uma delas é a armadilha”, diz o especialista. 

                                
Saúde intensifica ações no combate à dengue no Porto de Paranaguá

De acordo com ele, o objetivo é simular um criadouro para o mosquito. Porém, em um ambiente controlado.


“É um pote plástico, com paleta de madeira e água potável, que atrai a fêmea para botar os ovos. Fica quatro dias no meio ambiente para tentar pegá-los”, explica.


Seguindo toda uma metodologia específica, que considera o comportamento da fêmea do mosquito, a cada 300 metros onze armadilhas foram montadas no cais comercial, do berço 201 até o 213, limite com o Terminal de Contêineres de Paranaguá. 


Outras seis foram instaladas na área da empresa responsável pelas operações dos contêineres, TCP.


“A ideia é verificar, em toda a área, se há a circulação do Aedes aegypti, oferecendo risco para os trabalhadores portuários”, diz Diovaldo. 


A partir da identificação dos ovos (densidade) é possível, segundo ele, dimensionar o grau de risco.

“A presença do mosquito em até 1% dos imóveis da cidade é considerada baixo risco. Acima de 4%, o risco já é alto para epidemia”, explica o representante da regional.


Nesse momento de inverno, segundo Diovaldo, é mais brando para o movimento do mosquito, ou seja, mais fácil para monitorar e poder controlar durante os períodos mais críticos para a doença - primavera e verão.


“É simples. O grande segredo é quebrar o ciclo para evitar a doença. Se a gente começar a interromper a multiplicação dos ovos e larvas, não teremos o mosquito”, afirma.


Redação da Maré.

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