Governo deve isentar imposto sobre importação de milho até o fim de julho

> Publicado 18 agosto - Leitura Read

Segundo a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, a Receita Federal já indicou de onde vai retirar a renúncia fiscal para a aquisição de milho.

                           
Governo deve isentar a tributação sobre importação de milho até o fim de julho


 

O Governo Federal deve isentar o imposto sobre a importação de milho até o fim do mês de julho, confirmou a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, nesta terça-feira, 17.


A medida vai impactar diretamente na cadeia produtiva de proteínas, especialmente na suinocultura, que assistiu os custos de produção aumentarem 44%, ao longo de 2020. 


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O milho é o principal componente da ração animal


“Vamos isentar os tributos federais sobre a importação do milho. A Receita Federal já indicou de onde vai retirar a renúncia fiscal e tenho a garantia de que a medida será assinada e publicada até o dia 30 deste mês”, disse a ministra, durante um encontro com o deputado federal e presidente da Frente Parlamentar da Suinocultura, Covatti Filho (PP-RS), e lideranças do setor.


Segundo o deputado Covatti Filho, se a promessa do Ministério de Agricultura for cumprida, e o governo desonerar o PIS e a Cofins do milho importado, o setor vai respirar aliviado novamente. 


“A medida devolve competitividade aos produtores de suínos, que enfrentam sérias dificuldades com o alto custo de produção”, afirmou.


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O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, também elogiou o anúncio da ministra e disse que a medida será eficaz para auxiliar os produtores no controle de seus custos de produção e manutenção na atividade.


Preocupação com a peste suína

Ainda durante o encontro, foi apresentado à ministra um documento com um pedido para fortalecer a estrutura de fiscalização nas fronteiras, portos e aeroportos. 


A demanda do setor é para evitar que peste suína africana, que voltou ao continente depois de 40 anos, chegue ao Brasil, especialmente nos estados da Região Sul, que concentram mais de 80% da produção nacional.


O documento também pede que o governo federal amplie o número de laboratórios credenciados para a realização de diagnóstico rápido da peste suína africana no Brasil. 


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Em todo o país, atualmente, apenas o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Pedro Leopoldo, Minas Gerais, é credenciado.


Para o presidente da Associação Brasileira dos Criadores e Suínos, o momento é de fortalecer as medidas preventivas de fiscalização para reduzir os riscos.


A ministra Tereza Cristina garantiu que vai aumentar o controle. “Estamos fortalecendo a fiscalização nas fronteiras terrestres, em portos e aeroportos, inclusive com maior efetivo de pessoal e com a ajuda de cães farejadores. É importante prevenir e vamos fazer a nossa parte”, disse.


Redação da Maré.

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