Rio Grande do Sul lidera alta de exportações de calçados no Brasil

> Publicado 09 agosto - Leitura Read

Estados Unidos foi o principal destino de calçados brasileiros entre janeiro e julho.

                                
Rio Grande do Sul lidera alta de exportações de calçados no Brasil

Exportações de calçados acumulam alta no Brasil; o Rio Grande do Sul segue como o principal exportador, mas, a recuperação desacelera no mês de julho.


Entre janeiro e julho, as fábricas gaúchas embarcaram 16,5 milhões de pares, que geraram US$202,33 milhões, incrementos de 36,5% e de 17,8%, respectivamente, no comparativo com o mesmo período do ano passado.


O segundo exportador de calçados do Brasil foi o Ceará. 


Nos sete meses do ano, partiram das fábricas cearenses 20 milhões de pares, que geraram US$111 milhões. Os incrementos são de 28% em volume e de 23,5% em receita no comparativo com o mesmo intervalo de 2020.


Com incrementos de 24,5% em volume e de 24,6% em receita na relação com o mesmo período do ano passado, os paulistas exportaram 4,8 milhões de pares, que geraram US$49,3 milhões.


Dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam que as exportações de calçados desaceleraram a recuperação em julho. 


No mês passado, foram embarcados 8,8 milhões de pares de calçados por US$74,18 milhões, quedas de 1,2% em volume e de 5,8% em receita na relação com o mês anterior, feito o ajuste sazonal. 


Já na relação com o mesmo mês do ano passado, quando o Brasil ainda enfrentava os mais pesados efeitos da pandemia, os resultados são 47% superiores em volume e 52,2% superiores em dólares.

 

Com o resultado de julho, no acumulado do ano, os calçadistas somaram o embarque de 65,9 milhões de pares por US$463,22 milhões, resultados 34% e 22,2% melhores do que no mesmo período de 2020. 


Já na comparação com janeiro a julho de 2019, portanto com o período pré-pandêmico, as exportações de calçados são levemente superiores em volume (+0,7%) e ainda bastante inferiores em valores gerados (-18,3%).


O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, avalia que a recuperação das exportações de calçados iniciou um processo de desaceleração. 


“A base de comparação do primeiro semestre era muito fraca, pois no ano passado vivíamos o ápice da crise. Cerca de 65% da queda sofrida no ano de 2020 decorreu do primeiro semestre. 


Muito provavelmente a recuperação desacelerará ainda mais até o final do ano, sendo que devemos fechar com resultados cerca de 13%  superiores ante 2020 e ainda abaixo dos índices de 2019 em 5% ou 6%”, comenta. 


Segundo o dirigente, o mercado internacional ainda não está plenamente recuperado e está receoso com as novas cepas do novo coronavírus.


Destinos

Entre janeiro e julho, o principal destino do calçado brasileiro foi os Estados Unidos, para onde foram embarcados 7,7 milhões de pares que geraram US$109,18 milhões, incrementos de 56,2% em volume e de 42,6% em receita na relação com igual período do ano passado.


O segundo destino de 2021 foi a Argentina. No período, os argentinos importaram 6 milhões de pares brasileiros, pelos quais foram pagos US$57,5 milhões, resultados superiores tanto em volume (+64,5%) quanto em receita (+52%) em relação ao mesmo período de 2020.


O terceiro destino do ano foi a França, para onde foram embarcados 4 milhões de pares que geraram US$34,18 milhões, incrementos de 12,3% e de 5,7%, respectivamente, ante o mesmo ínterim de 2020.


Importações

No mês de julho, entraram no Brasil 1,34 milhão de pares, pelos quais foram pagos US$26,27 milhões, quedas de 32,3% em volume e de 16,7% em receita na relação com o mês correspondente de 2020. 


No acumulado dos sete meses do ano, entraram no Brasil 13,46 milhões de pares por US$186 milhões, quedas de 2% em volume e de 8,4% em receita na relação com o mesmo período do ano passado.


As principais origens das importações nos sete meses foram:     

- Vietnã (5,18 milhões de pares por US$ 105 milhões, quedas de 18% e 4%, respectivamente, ante igual período do ano passado); 


- Indonésia (1,65 milhão de pares por US$30,43 milhões, quedas de 16% e 5%); e China (5 milhões de pares e US$20,33 milhões, quedas de 0,2% e 12%).



Redação da Maré.

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