Secex divulga impacto positivo do livre comércio com Coreia do Sul

> Publicado 31 agosto - Leitura Read

Nesta semana ocorre a 7ª rodada negociadora, em que oito grupos técnicos se reúnem virtualmente para avançar na negociação comercial. 

 

Secex divulga impacto positivo para acordo de livre comércio com Coreia do Sul
 


 

As estimativas da Secex apontam para impacto positivo para o acordo de livre comércio em negociação com a Coreia do Sul. A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia divulgou na segunda-feira (30) o estudo de impacto para o acordo.

 

Em todas as variáveis macroeconômicas – PIB (0,37%), investimentos (1,02%), exportações (1,45%) e importações (1,77%) totais e salário real (0,41%) –, inclusive sobre os preços ao consumidor (-0,08%), que apresentam estimativa de queda.   


As negociações Mercosul – Coreia do Sul foram lançadas em maio de 2018 em Seul, na Coreia do Sul.


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Nesta semana, de 30 de agosto a 3 de setembro, ocorre a 7ª rodada negociadora, em que oito grupos técnicos se reúnem virtualmente para avançar na negociação comercial. 


As negociações envolvem compromissos de redução tarifária, maior integração entre os países via redução de barreiras não-tarifárias e compromissos regulatórios no comércio de serviços, em investimentos, propriedade intelectual e compras governamentais.


As estimativas da Secex apontam para impacto positivo do acordo em todas as variáveis macroeconômicas – PIB (0,37%), investimentos (1,02%), exportações (1,45%) e importações (1,77%) totais e salário real (0,41%) –, inclusive sobre os preços ao consumidor (-0,08%), que apresentam estimativa de queda. 


Em termos acumulados até 2040, os impactos estimados são de R$416,8 bilhões no PIB, R$286,8 bilhões nos investimentos, R$231,3 bilhões nas exportações e R$486,2 bilhões nas importações. 


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A simulação também permite identificar efeitos setoriais decorrentes dos acordos, em que a maioria absoluta dos setores apresenta aumento de nível de produção, exportações e importações totais.


“O Ipea divulgou recentemente o seu próprio estudo de impacto do acordo com a Coreia do Sul e foi com satisfação que constatamos que os resultados obtidos por eles apontam na mesma direção. 


As pequenas diferenças nos números decorrem da utilização de versões diferentes da base de dados e ajustes levemente distintos adotados pelos técnicos nas simulações. 


Ainda assim, os resultados são similares: estimamos um aumento de 0,37% no PIB em 2040, enquanto eles estimam 0,49%”, comenta o secretário de Comércio Exterior, Lucas Ferraz.


Relação comercial

O estudo apresenta não só estimativas de impacto obtidas a partir de modelo de equilíbrio-geral, como também uma ampla análise sobre a relação comercial do Brasil com a Coreia do Sul. 


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As informações incluem estatísticas do comércio de bens e de serviços, barreiras tarifárias e não-tarifárias para as exportações brasileiras no mercado coreano, análise da rede de acordos comerciais assinados pelo país e oportunidades trazidas pelo acordo.


“A publicação do estudo de impacto do acordo comercial com a Coreia do Sul dá seguimento à série de publicações da Secex com o objetivo de avaliar o impacto dos acordos comerciais em que o Brasil está envolvido. 


É importante lembrar que a conclusão desse acordo não só trará impactos positivos importantes para a economia brasileira como também faz parte de uma estratégia maior de inserção internacional para o Brasil”, explica o secretário.


Rede de acordos

A negociação do acordo de livre comércio com a Coreia do Sul faz parte de uma estratégia maior de inserção internacional da economia brasileira. 


Estimativas da Secex apontam que a rede de acordos comerciais atualmente em negociação pelo Brasil trará impactos positivos para a economia brasileira de R$ 1,7 trilhão no PIB até 2040, além do efeito positivo nos investimentos, na corrente de comércio (soma de exportações e importações), na massa salarial e na queda dos preços ao consumidor.


O estudo está disponível na página de Publicações da Secex, assim como na página do acordo, na ferramenta de Acordos Comerciais do Siscomex.



Redação da Maré.

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