Centenas de aves trouxeram cores à Barragem de Iraí, afligida pela seca

> Publicado 06 setembro - Leitura Read

A estiagem que reduziu drasticamente a vazão dos mananciais, propiciou belas imagens para observadores da natureza. 

                            
Centenas de pássaros trouxeram cores à Barragem de Iraí, afligida pela seca


 

No Parque das Nascentes, que fica no entorno da Barragem do Iraí, centenas de aves trouxeram cores ao cenário monocromático da barragem afligida pela seca. 


Elas vieram em busca de alimentos em áreas às quais geralmente não têm acesso.


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É que a seca deixou à mostra uma grande área do fundo do lago, composta de lodo e sedimentos onde vivem organismos, como moluscos, crustáceos e invertebrados, importantes na cadeia alimentar das aves.

                                 
Centenas de pássaros trouxeram cores à Barragem de Iraí, afligida pela seca

Bandos de garças-brancas-grandes também se beneficiaram da fartura de alimentos, aparecendo em revoadas nos fins de tarde no Parque das Nascentes. 


Segundo a bióloga da Sanepar Ana Cristina do Rego Barros, as aves, que se reuniam em bandos para a alimentação, deslocavam-se para o pernoite em um ninhal com mais de 70 indivíduos.


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Ana Cristina conseguiu identificar outras espécies de pássaros, algumas não tão comuns de serem vistas, e convidou a, também bióloga, Tayla Coelho para ajudar na identificação e fazer registros fotográficos. 

                                 
Centenas de pássaros trouxeram cores à Barragem de Iraí, afligida pela seca

As lentes capturaram imagens de diversas espécies: garça-moura, tapicuru, colhereiro, pernilongo, pica-pau-do-campo, carão, gavião-carcará e maçarico. 


Esta última, uma ave migratória que se reproduz na América do Norte e passa o período não-reprodutivo nos ecossistemas brasileiros.


“Vimos uma grande diversidade de aves, que foram atraídas pela quantidade de alimentos disponível. Era uma rica feira livre, biodiversa e gratuita”, brinca.

                               

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A Barragem do Iraí é a maior do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e Região Metropolitana (SAIC), com capacidade para armazenar 58 bilhões de litros de água. 


Na gestão do sistema, a Sanepar prioriza o uso da água reservada no Iraí, por estar mais sujeita à proliferação de algas. 


No nível mais baixo de sua história, em 15 de agosto de 2020, a chegou a ter apenas 10,04% de sua capacidade, reduzindo a área do lago a cerca de 35% do tamanho normal.


“A natureza tem dessas contradições. Em meio a um cenário que beira à melancolia pela falta de água, aparecem tanta vida e beleza para nos lembrar de que é preciso preservar o meio ambiente, que nos presenteia com a água, a fauna, a flora e tantos outros serviços ecossistêmicos, dos quais somos totalmente dependentes”, afirma Ana Cristina.


Da AEN 

Foto:Tayla Coelho


Redação da Maré.

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