Terminal de GNL em Suape atrai interesse de investidores

> Publicado 24 setembro - Leitura Read

O edital foi publicado dia (22) e até o momento, atraiu o interesse de cinco grupos nacionais e estrangeiros.

                            
Terminal de GNL em Suape atrai interesse de investidores


 

A concorrência aberta pelo governo de Pernambuco para instalação de um terminal de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) no Porto de Suape atraiu, até o momento, o interesse de cinco grupos nacionais e estrangeiras:

  • Oncorp, 

  • New Fortress Energy (NFE),

  • Compass Gás e Energia (Cosan),

  • TotalEnergies 

  • e Sonne Energias Renováveis.


O edital foi publicado dia (22) e a abertura das propostas está marcada para 22 de outubro, com disputa pelo maior pagamento mensal pelo arrendamento do cais em Suape. Os lances começam em R$700.530,35.


Neste momento, a intenção é fechar um contrato de transição pelo direito de uso de um cais desocupado em Suape. 


Serão necessárias obras para adequar a instalação de uma FSRU (unidade flutuante de regaseificação), além da conexão por gasodutos.


A exigência é que a adequação seja feita em, no máximo, 120 dias, o que permitiria a operação do novo terminal de GNL brasileiro no início do ano que vem.


Concorrentes têm projetos anunciados

Duas das empresas, Oncorp e NFE, já anunciaram novos negócios contando com a entrada em Suape.


A NFE apresentou, no início do ano, o projeto de instalação de um terminal de GNL associado à usina térmica Ressurreição I, de 289 MW, além da conexão com a rede de distribuição da Copergás, distribuidora de Pernambuco.


Na aquisição dos projetos da Golar no Brasil, concluída em março deste ano, a NFE, por meio da CH4, também comprou as UTEs Camaçari Muricy II e Pecém II, totalizando 288 MW de capacidade instalada.


Nas informações enviadas a Suape, a NFE diz ser possível instalar a FSRU até fevereiro de 2022 e iniciar a operação no mês seguinte; e dar início à operação da UTE Ressurreição I em novembro de 2022.


Estima investimentos de R$251 milhões na revitalização do cais e R$3,5 bilhões em todas as fases do projeto – GNL, UTE e interligação com a rede da Copergás.


A OnCorp, por sua vez, entende ser a única empresa na disputa capaz de atender aos requisitos de Suape. 


Defende que é a concorrente em fase mais adiantada para instalar a FSRU e iniciar o suprimento de gás para Copergás.


Em agosto, a Shell assinou um acordo de suprimento de gás natural com a Copergás de 750 mil m³ diários e a partir de janeiro de 2022 e de 1 milhão de m³ diários em 2023 na chamada pública aberta pela distribuidora.


“Segunda maior produtora de gás natural no Brasil, a Shell possui também um dos maiores portfólios globais de Gás Natural Liquefeito (GNL), que serão as duas alternativas de suprimento para a Copergás”, comentou a Shell, em nota enviada à época.


A intenção é desenvolver o negócio pela Shell Energy Brasil, marca lançada oficialmente esta semana, que vai tocar projetos de gás e energia, incluindo renováveis e comercialização. 


O segmento tem uma previsão de investimento de R$3 bilhões até o final de 2025 no Brasil.


A Compass aguarda decisão sobre compra da Gaspetro

A Compass Gás e Energia, do grupo Cosan e portanto coligada a Comgás, pode assumir a operação da Gaspetro, subsidiária da Petrobras que participa de 19 distribuidoras de gás no país.


O negócio aguarda uma decisão do CADE sobre a aprovação da venda e tem oposição de consumidores de gás e energia, preocupados com a concentração de mercado.


Na estratégia da Cosan está também a renovação antecipada da concessão da Comgás, a construção de um terminal de GNL em São Paulo e o projeto Subida da Serra, um gasoduto de ampliação da malha da distribuidora e interligação com o terminal.


A Sonne Energias Renováveis pretende construir uma UTE a gás (Anna Danzl) no complexo de Suape, para servir de âncora para o desenvolvimento do mercado de gás a partir do terminal de GNL.


E a TotalEnergies está presente no Brasil na produção de óleo e gás no pré-sal e na distribuição de combustíveis.


A companhia, de atuação global, é uma das maiores produtoras de petróleo de capital aberto do mundo e tem apostado no aumento da participação de investimentos em gás natural, incluindo GNL, e combustíveis renováveis em seu portfólio. Faz parte da estratégia de redução de emissões equivalentes de carbono.


Redação da Maré.

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