Dificuldade para emagrecer pode estar ligada com bactérias do intestino

> Publicado 24 outubro - Leitura Read

Alimentação controlada, dietas abruptas, podem facilitar o ganho de peso e também dificultar a perda definitiva.

                           
Dificuldade para emagrecer pode estar ligada com bactérias do intestino


De acordo com um estudo feito pela Universidade de Washington, o sobrepeso e a dificuldade para emagrecer podem estar ligados com o desequilíbrio de bactérias do intestino que formam a microbiota intestinal.


Muitas pessoas ganham peso com muita facilidade mesmo com uma alimentação controlada. Outras ainda, possuem dificuldade para emagrecer.


A disbiose, condição caracterizada pelo desequilíbrio da microbiota intestinal, pode começar mesmo antes do nascimento. Ou seja, desde pequeno o indivíduo pode já ter uma tendência a ganhar peso.



Um estudo feito pela Universidade de Washington analisou as bactérias do intestino de um grupo de pessoas que faziam parte de um programa para perder peso. Todos tinham o metabolismo parecido.


Os resultados mostraram que aqueles que perderam mais peso tinham mais enzimas bacterianas que facilitam a quebra de açúcar e carboidrato, reduzindo assim as chances do acúmulo de gordura no corpo.


A maior parte dos microrganismos intestinais são formados até os três anos de idade. Até o fim da vida a pessoa vai conviver com esses conjuntos. 


No entanto, fatores médicos como doenças, consumo de remédio e estresse podem influenciar nisso.


As bactérias e a dificuldade para emagrecer


O médico Ricardo Barbuti, do Departamento de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP explicou em entrevista ao R7 como essa tendência funciona. 


“Quem vai lhe passar as primeiras bactérias, os primeiros vírus, os primeiros fungos é, na verdade, a sua mãe. 


Se a sua mãe já tiver uma microbiota desequilibrada, a sua microbiota também vai ser desequilibrada, podendo causar dificuldade para emagrecer”, disse.


“É claro que existe uma predisposição genética para a obesidade. Agora, a expressão desses genes pode ser modificada pelo tipo de microbiota que você tem”, completou ainda. 


Indivíduos com disbiose podem, inclusive, ter tendência à entrada de outras bactérias no intestino, causando inflamações.


“Esse processo inflamatório é percebido por nervos — é como se tivessem scanners — que transmitem essa mensagem diretamente para o seu cérebro, especificamente para uma região chamada hipotálamo. 


Essa região do hipotálamo se comunica diretamente com a nossa principal glândula, que é a hipófise ou pineal. A hipófise controla o seu metabolismo inteiro: a atividade da suprarrenal, da tireoide, dos testículos, dos ovários”, completa o médico para o portal.


O especialista explica ainda que não é simples mudar a composição da microbiota e que tudo depende de um equilíbrio. 


Alimentação saudável e exercícios físicos ajudam, já dietas abruptas, como cortar totalmente carboidratos, podem atrapalhar. 


Esses tipos de dietas também facilitam o ganho de peso após o processo, mantendo a dificuldade para emagrecer.


Redação da Maré.

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