Greve de Guardas portuários paralisa atividades de três portos do Pará

> Publicado 13 outubro - Leitura Read

Categoria quer a aprovação do acordo coletivo pela Companhia Docas do Pará. Segundo o sindicato, a paralisação será por tempo indeterminado.

                             
Greve de Guardas portuários paralisa 50% das atividades de três portos do Pará


 

Guardas portuários da Companhia Docas do Pará (CDP) entraram em greve e três portos estão com atividades paralisadas nesta quarta-feira (13). Eles pedem por avanços no acordo coletivo entre a empresa e a categoria.


A guarda portuária é responsável pela fiscalização e segurança de todas as pessoas e cargas que entram e transitam pelos três portos da Companhia Docas do Pará, que são o porto Miramar, em Belém, PVC, na Vila do Conde em Barcarena, e no porto de Santarém.


De acordo com o diretor do Sindicato dos Portuários do Pará e Amapá (Sindporto), Diego Filgueiras, as atividades dos guardas estão mantidas em 50% nos portos administrados pela CDP, o que não deve causar desabastecimento. No entanto, segundo ele, os serviços ficarão lentos.


“O porto é atividade essencial, não pudemos parar totalmente, então garantimos o funcionamento dos portos em 50%. 


Na pandemia também não paramos, aliás, durante a pandemia, houve aumento de movimentação nos portos, mas os trabalhadores que expuseram suas vidas recebem da empresa a não celebração do acordo coletivo e o congelamento de salários. 


A empresa não equilibra os interesses da empresa com os interesses da classe trabalhadora”, conta Diego.

                                 
Greve de Guardas portuários paralisa 50% das atividades de três portos do Pará


O presidente do Sindicato dos Guardas Portuários do Pará e Amapá (Sindiguapor), Rodrigo Rabelo, diz que a paralisação é por tempo indeterminado.


“Começamos às 5h nos três portos e o porto aqui está sem movimentação. Recebemos apoio dos demais trabalhadores e não temos previsão para sair daqui. 


Já cedemos muito para que o acordo coletivo fosse aprovado, retiramos 31 cláusulas, de um total de 60, e aceitamos receber 5% a menos na remuneração, e a CDP sempre dá a desculpa que depende de autorização de Brasília. 


Essa greve é para que esse acordo coletivo seja aprovado”, reforça o presidente do Sindiguapor.


De acordo com o diretor do Sindicato dos Portuários do Pará e Amapá (Sindporto), Diego Filgueiras, a entidade apoia a categoria e diz que a ação já está sendo cobrada há dois anos e existem uma série de pautas de reivindicações.


“Estamos há quatro anos com salários congelados e há dois anos negociando acordo coletivo com a empresa. 


No último mês, a CDP mandou a proposta com redução de remuneração, aumento de jornada de trabalho sem compensação, e ainda assim os trabalhadores aceitaram para que o acordo coletivo passasse a valer e passássemos a ter uma estabilidade jurídica, mas a empresa não consegue resolver com Brasília, aprovar um acordo que ela mesma propôs, e por isso chegamos à greve”, diz o representante dos portuários.


A categoria dos trabalhadores reclama ainda que não sabe com quem negocia. 


“Não sabemos se é com a diretoria, se é com o Conselho Administrativo, se é com Brasília, tudo isso vai retardando o acordo coletivo, e aqui na ponta estão os trabalhadores, que até aceitaram reduzir remuneração em troca de segurança jurídica”.


Por telefone, a empresa CDP informou à imprensa que o assunto vem sendo tratado há um tempo, mas a diretoria ainda deve se pronunciar oficialmente sobre as pautas dos guardas portuários. 

 

Fonte: G1 

Fotos: Divulgação/Sindiguapor 

Redação da Maré.

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