Paraná investe em Ponto de Apoio Turístico em três cidades

> Publicado 25 outubro - Leitura Read

O projeto piloto nas cidades de Morretes, São José dos Pinhais e Guarapuava, subsidiará as condições para os outros 15 pontos de apoio.

                           
‘Ponto Parana': Morretes, S. J. dos Pinhais e Guarapuava terão pontos de apoio turísticos


O projeto ‘Ponto Paraná' consiste em fazer 15 pontos de apoio turístico, iniciando pelos municípios de Morretes (Litoral), São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba) e Guarapuava (Região Central).


Os resultados subsidiarão as condições para os outros projetos da Invest Paraná, completando as 15 regiões turísticas programadas.


O modelo já é utilizado pela província-irmã do Paraná, Hyogo, no Japão. 


A Universidade Estadual de Londrina (UEL) participa do projeto


A UEL vai desenvolver os Estudos de Viabilidade Mercadológica e Econômico-Financeira dos Projetos-Pilotos Michi no Eki (estações de estrada), em parceria com a Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, do Governo do Paraná. 


O Michi no Eki é uma política pública desenvolvida pela Invest Paraná, vinculada à Secretaria estadual do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest). 


O objetivo é instalar uma estação em cada região turística, com infraestrutura para alavancar a geração de emprego e renda, com foco no desenvolvimento do turismo sustentável e regional.

                                      
‘Ponto Parana': Morretes, S. J. dos Pinhais e Guarapuava terão pontos de apoio turísticos


O desenvolvimento do projeto é um dos componentes do Programa de Vocações Regionais Sustentáveis (VRS), da Invest Paraná, com foco na qualificação e valorização das vocações paranaenses, visando a promoção em âmbito nacional e internacional.


“A ideia é que elas sejam uma vitrine da região, onde o visitante poderá parar para usar o restaurante ou banheiros e também comprar os produtos locais e conhecer as rotas turísticas”, disse o coordenador do VRS, Bruno Banzatto. 


“Vamos aproveitar o potencial de mercado por quem passa todos os dias nas rodovias paranaenses”.


O professor Saulo Fabiano Amâncio Vieira, membro do Departamento de Administração da UEL e do Núcleo Interdisciplinar de Gestão Pública da universidade, destaca a importância de fazer um estudo de viabilidade econômica para a implantação das estruturas:


“O projeto vem sendo construído de uma maneira muito cuidadosa. É extremamente importante que se faça esse estudo para que exista a efetividade da aplicação dos recursos dessa política pública que vem sendo desenhada no Estado do Paraná.”


A previsão é que o estudo seja desenvolvido em um período de 12 meses, com a análise de viabilidade mercadológica e a análise de viabilidade econômico-financeira.


O ‘Ponto Paraná’ beneficiará especialmente a comunidade local que, além da geração de empregos, contará com possibilidades de crescimento econômico e consumo de serviços relacionados ao turismo paranaense. 


A análise de viabilidade mercadológica é composta pela condução de coleta e análise de dados desses municípios paranaenses, visando subsidiar informações para o adequado desenvolvimento do projeto.


Para a secretária de Turismo e Eventos de Guarapuava, Katriane Mila, o estudo identifica o modelo mais adequado para a região e será muito importante para a implantação do projeto: 


“Estamos muito felizes por termos sido contemplados pelo Ponto Paraná, porque a criação do espaço leva em conta a cultura local e a geração de emprego e renda das comunidades, o que para nós é muito importante.”


MICHI NO EKI – A política pública Michi no Eki surgiu em 1993 no Japão, com a proposta de ser um local único e animado, construído com a comunidade. 


O ponto concentra instalações para descanso, informações e promoção da região. 


A proposta da cooperação é que o Paraná seja o primeiro Estado do Brasil a contar com uma rede ao estilo japonês, tendo como diferencial o conforto e a participação ativa da comunidade local.


A idealização de um Michi no Eki tem critérios básicos, como a utilização para relaxamento e lazer dos usuários, de forma integral e gratuita, com estacionamento e toaletes, instalações para crianças de colo e refeitórios. 


É necessário, ainda, ofertar informações sobre restrições e desvios nas estradas, receptivo turístico, emergências médicas e outros pontos de Michi no Eki existentes.


Os espaços terão um papel fundamental na inclusão da cultura local. A comunidade terá a oportunidade de vender seus produtos, aprimorar o turismo (em especial o sustentável) e a promoção de eventos, além de contar com serviços como correios, agências bancárias e outros. 


Os locais podem servir, ainda, de refúgio em casos de emergências climáticas.


Com informações da AEN


Redação da Maré.

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