SC - Porto de Itajaí opera com navio “reefer” por falta de contêineres

> Publicado 08 outubro - Leitura Read

A falta de contêineres também afetou o transporte de cargas refrigeradas, como frango e suínos.                    

                          
Porto de Itajaí opera com navio “reefer” por falta de contêineres


 

Este ano, depois de muito tempo, houve movimentação no Porto de Itajaí em navio “reefer”, ou seja, a carga solta, em caixas, “utilizando a movimentação normal em um navio de carga frigorificada”, segundo o diretor-geral de Operações Logísticas do Porto de Itajaí, Heder Cassiano Moritz.


“Ou seja, faltou contêiner e tiveram que fazer o uso desse tipo de navio para poder fazer as movimentações”, afirma Moritz.


Mesmo com aumento na movimentação geral de contêineres, o Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes tem sofrido dificuldades no transporte de cargas, devido a falta mundial de contêineres.


“A falta de contêineres é mundial, não é só no Brasil nem só na nossa região”, afirma Moritz. 


O fenômeno é causado pela alta demanda do material em portos exportadores, como dos Estados Unidos e da Ásia. 


“Foi um efeito mundial de redistribuição”, explica.


A falta de contêineres, segundo Moritz, afeta o valor dos fretes, principalmente os internacionais. 


Itajaí é um dos principais portos de transportes de cargas conteinerizadas do Brasil, e apesar de ter registrado uma alta na movimentação, sentiu o atraso nas movimentações.


Mas quem mais sente os impactos são os importadores e exportadores, que têm mais dificuldades na disponibilização destes equipamentos. Isso pode atrasar e encarecer fretes.


Mesmo com a crise, o Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes encerrou agosto com um crescimento de 9% na movimentação de TEUs (unidade de medida de um contêiner de 20 pés). 


Foram movimentados 129.546 TEUs, 10 mil a mais do que em agosto de 2020.


A movimentação também foi positiva no indicativo de toneladas, com um crescimento de 14%. 


As exportações no Porto de Itajaí representaram 56% no mês de agosto, e 44% nas importações.


As principais exportações durante o mês de agosto foram de  frango congelado (12,3%), madeiras e derivados (43,0%), carnes (10,6%), mecânicos e eletrônicos (19,9%) e alimentos em geral (25,6%). 


As importações mais significativas ainda no mês de agosto foram os mecânicos e eletrônicos (61,0%), produtos químicos (85,7%), têxteis diversos (69,6%), plásticos e borrachas (80,7%) e alimentos em geral (25,4%).


O Complexo teve participação de 57,4% na corrente de comércio catarinense e 3,8% na corrente de comércio brasileira.


Redação da Maré.

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