Animais marinhos morrem misteriosamente e se acumulam em praias na Inglaterra

> Publicado 07 novembro - Leitura Read

Moradores notaram que as praias ficaram repletas de criaturas marinhas vivas e mortas, que se acumulavam. 

                                  
Animais marinhos morrem misteriosamente e se acumulam em praias na Inglaterra

 

Animais marinhos se acumulam misteriosamente nas praias no distrito de Teesside, na Inglaterra. A maior parte dos crustáceos morreram, sem um motivo aparente.


Caranguejos, lagostas e vários outros tipos de crustáceos causaram preocupação e a agência ambiental local foi acionada para investigar o ocorrido.


Sharon Bell, uma das moradoras da região, disse que isso vem acontecendo há algumas semanas, ao jornal local TeessideLive.


“Algo está muito, muito errado aqui. Isso vem se acumulando há algumas semanas na nossa costa e ninguém está fazendo nada a respeito. 


Eu e meu marido passamos horas colocando tantos crustáceos vivos quanto podíamos de volta ao mar.”


A Agência Ambiental e o Centro de Ciências do Meio Ambiente, Pesca e Aquicultura (Cefas), afirmaram em um comunicado à imprensa que:

“amostras de água, sedimentos, mexilhões e caranguejos foram coletadas e estão sendo enviadas aos nossos laboratórios para análise, para avaliarmos se algo relacionado à poluição poderia ter contribuído para a morte dos animais.”

 

 

Animais marinhos morrem misteriosamente e se acumulam em praias na Inglaterra


De acordo com Hannah Westoby, oficial sênior de monitoramento marinho da Agência Ambiental, as primeiras investigações conseguiram descartar a probabilidade de uma série de causas possíveis, incluindo esgoto, atividade sísmica e cabos subaquáticos.


“Nós entendemos como é angustiante a visão de vida marinha morta e moribunda em nossas praias, portanto, esta investigação é uma prioridade para os laboratórios da Agência Ambiental e Cefas. 


A Agência Ambiental está investigando se um incidente de poluição poderia ter contribuído para a morte dos crustáceos e o Cefas está investigando por sinais da doença”, explicou Westoby.


Segundo Mike Gubbins, chefe da Inspetoria de Saúde dos Peixes no Cefas, nenhuma doença foi detectada até agora: “Continuaremos a trabalhar com agências parceiras para tentar encontrar respostas para a comunidade local.”


Hannah Westoby ressaltou que os testes que estão sendo realizados nos laboratórios são extremamente complexos e devem ser realizados em etapas. 


“Estamos analisando amostras de água, sedimento e caranguejo em busca de vestígios de centenas de contaminantes em potencial, por isso está demorando para analisarmos todas as possibilidades.


Continuamos coletando mais amostras enquanto aguardamos os resultados.”

 

“Sempre existe a possibilidade de que este tenha sido um evento natural, por isso estamos mantendo a mente aberta”, finalizou o oficial sênior de monitoramento marinho da Agência Ambiental.

Redação da Maré.

Anúncio




Páginas

Últimas notícias