Cachorra ‘assina’ projeto de lei sobre leishmaniose com o Prefeito de Florianópolis

> Publicado 11 novembro - Leitura Read

Cachorra ‘assina’ projeto de lei sobre leishmaniose com o prefeito de Florianópolis
 

A Cadela Many, portadora da doença, foi levada para dar visibilidade ao tema.


Uma cachorra foi levada à Prefeitura de Florianópolis para "assinar" um projeto de lei sobre a leishmaniose visceral, doença que atinge cães e humanos. 


A proposta prevê que tutores de baixa renda que optarem por tratar o animal recebem do município o medicamento necessário. 


A cerimônia de assinatura do projeto de lei ocorreu na manhã desta quarta-feira (10). 

A doença é transmitida pelo mosquito-palha infectado. 


A leishmaniose não tem cura e o cão doente, mesmo em tratamento, continua sendo portador, informou a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive). 


Dessa forma, o mosquito, ao picá-lo, fica infectado e pode transmitir o protozoário causador da moléstia para outros cães e também às pessoas.


Em humanos, ainda segundo a Dive, a doença pode evoluir para a morte. Porém, não foram registrados óbitos de pessoas por leishmaniose visceral em Santa Catarina.


Florianópolis é a única cidade do estado a ter transmissão da doença Foram registrados quatro casos, segundo a Dive: três em 2017 e um este ano. 


Durante a solenidade, a cachorra chamada Many teve a pata carimbada no documento, que será enviado à Câmara de Vereadores (assista acima). 


A Casa informou que o projeto não havia chegado para os parlamentares até 15h23 desta quarta. A proposta precisa ser votada em plenário.

 

A secretária-adjunta da Casa Civil de Florianópolis, Karoline Grando, confirmou que a assinatura da cachorra não tem valor jurídico. 

"Foi uma ideia bacana que encontramos para dar mais visibilidade ao tema e divulgar o projeto de lei. 


O projeto foi assinado pelo prefeito Gean Loureiro e pelo Secretário Municipal da Casa Civil Everson Mendes, e agora vai à Câmara Municipal, para votação", disse.

 

A cachorra é da vereadora Priscila Fernandes (Podemos), autora do projeto de lei.


O que diz o projeto


De acordo com o projeto de lei, é considerado tutor de baixa renda aquele que possuir renda familiar de até três salários-mínimos. Atualmente, esse valor seria de R$3.300.


Conforme a prefeitura, a atual política pública de saúde no Brasil prevê que a doença é uma ameaça também para humanos e, caso o tutor não faça o tratamento do animal, o cão deve ser eutanasiado.


Leishmaniose

A doença é causada pelo parasita Leishmania infantum. De acordo com a Dive, idosos, crianças e imunodeprimidos têm maior risco de desenvolver a forma grave da doença.


A Diretoria de Vigilância Epidemiológica esclareceu que o animal que recebe tratamento não deixa de ser portador da doença. Por essa razão, deve-se usar uma coleira repelente para evitar ser picado pelo mosquito-palha e infectar o inseto transmissor. 


Além disso, deve manter acompanhamento veterinário a cada seis meses.


Redação da Maré.

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