Mourão defende melhoraria de hidrovias e portos da Amazônia na COP-26

> Publicado 05 novembro - Leitura Read

O vice-presidente da República detalhou as ações que devem ser implementadas pelo governo em debate na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2021.

                            
Mourão defende melhoraria de hidrovias e portos da Amazônia na COP-26


Segundo Hamilton Mourão, o desenvolvimento sustentável da Amazônia inclui também investimentos para a melhoraria de hidrovias, portos e na infraestrutura da região “para que as pessoas que vivem da floresta tenham melhores condições de entregar seus produtos”.


Segundo Mourão, representando o Conselho Nacional da Amazônia Legal, do qual é presidente, o conselho teve, como primeiro passo, a análise de vulnerabilidades da região para, em seguida, começar a ter tarefas de proteção, preservação e desenvolvimento desse espaço: 


“Costumo dizer que falar ‘desenvolvimento sustentável’ para a região amazônica é um pleonasmo porque não há como falar de desenvolvimento nessa região sem que ele seja sustentável.”


Na avaliação dele, as ações estratégicas implementadas têm por objetivo “melhorar o combate a ilegalidades; melhorar o sistema de monitoramento; e buscar financiamento para projetos de desenvolvimento e para a bioeconomia; além de recuperar a capacidade operacional de órgãos de fiscalização.”

 

Para tanto, acrescentou Mourão, é necessário mapear as cadeias de valor “que podem ser devidamente exploradas”


Ainda segundo o general, são necessários investimentos na infraestrutura da região, de forma a melhorar hidrovias e portos “para que as pessoas que vivem da floresta tenham melhores condições de entregar seus produtos”.


Mourão citou ainda a necessidade de estabelecimento de um “vetor de financiamento” para a região. 


“Precisamos casar projetos que exploram a biodiversidade da floresta e pessoas com capacidade de investir. Para isso, é importante que investidores entendam que há, ali, retorno a seus investimentos.”


“A Amazônia abre um leque de oportunidades enorme. O potencial do ecoturismo também é fantástico. 


O que precisa é melhorar a infraestrutura para receber esses turistas. Precisa haver mais divulgação. A vocação é total para o turismo, mas precisamos de mais estrutura hoteleira”, disse.


O vice-presidente apontou também, como perspectiva futura para a economia da região, a exportação de água a países que vivem crises pela falta desse recurso natural.


Ao lado de Mourão, o ministro de Meio Ambiente, Joaquim Leite, defendeu o pagamento a profissionais do turismo e produtores da região por serviços de monitoramento:


“Fui a Bel Terras, na Região do Tapajós, e vi empreendedores pagando pelo serviço de proteção e monitoramento da floresta ao extrativista que lhe entrega produtos. 


Precisamos garantir a floresta preservada por quem já preserva a floresta. São as pessoas que vivem na Amazônia as que protegem a Amazônia”, disse Leite.

 

Segundo ele, em algumas regiões, os guias turísticos têm a renda reforçada pela prestação de serviços ambientais por monitorarem a floresta. 


“Qualquer crime que ele enxergue, avisa os órgãos de controle, e recebem por isso. Precisamos remunerar quem cuida da árvore. 

 

O maior desafio é fazermos arranjos setoriais com o setor privado para fazer esse tipo de monitoramento.”

 

Redação da Maré.

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