PR- Porto de Paranaguá vai exportar gergelim em sacas pela primeira vez

> Publicado 04 novembro - Leitura Read

Até então, a semente era exportada pelo terminal paranaense somente em contêineres.

                       
Porto de Paranaguá vai exportar gergelim em sacas pela primeira vez


O Porto de Paranaguá realizará o embarque de gergelim em sacas pela primeira vez. O produto nacional, que segue para exportação, será estivado direto nos cinco porões da embarcação. 


Em média, cada espaço vai levar cerca de 4 mil toneladas da semente, totalizando um embarque de 20 mil toneladas que têm como destino a Guatemala. 


Até então, a semente já era exportada pelo terminal paranaense, mas somente em contêineres.


A falta de contêineres no mundo todo fez com que os exportadores e importadores buscassem diferentes soluções. 


O navio Lady Lilly atracou por volta do meio-dia da quarta-feira (3). A previsão é que a operação seja concluída na próxima semana. 


Os responsáveis pela carga – tanto da importação quanto da exportação – vieram a Paranaguá para acompanhar de perto a operação.


O diretor empresarial da Portos do Paraná, André Pioli, explica que o ineditismo está exatamente nesse embarque direto no porão do navio, em uma modalidade conhecida como carga geral. 


“Isso demonstra que o Porto de Paranaguá é um porto eficiente nos diversos tipos de carga, que tem capacidade de operar na importação e exportação. 


Com a escassez no mercado dos contêineres, os navios de carga geral voltam a procurar Paranaguá como opção eficiente ao serviço”, afirma Pioli.


“Esse gergelim vai de Paranaguá para a Guatemala onde será manufaturado e distribuído para o mundo. 


Na nossa conversa, eles demonstraram buscar no Paraná, além de uma opção de transporte, também a instalação de uma unidade para a manufatura do produto”, disse o diretor.


Ainda segundo o Pioli, o município de Paranaguá, por já oferecer a área portuária, seria uma boa opção. 


“Estaria perto do porto, seria fácil para embarcar e distribuir a carga manufaturada para o mundo inteiro”, comenta. 


“Essa visita dos donos da carga pode trazer muitas coisas boas à nossa região”, completa.


Suhel Turjman, da empresa guatemalteca Semillas Universalles, confirma a possibilidade de a empresa instalar uma unidade no Paraná para processar o produto e diz que isso pode acontecer em breve. 


“É uma possibilidade, sim. A gente acredita que o Paraná é atualmente uma excelente opção logística”, disse, destacando a organização e eficiência do porto de Paranaguá.


No país da América Central, o gergelim será processado antes de ser novamente exportado. 


Até lá, serão 20 dias de viagem, se a navegação for pelo Canal do Panamá.


Como explica Turjman, o gergelim embarcado nos portos paranaenses terá como destino as padarias de países como Estados Unidos e outros da Europa, Oriente Médio e América do Sul. 


“Provavelmente vai vir a parar no pão de hambúrguer do seu sanduíche”, diz.


Segundo José Francisco Cordova, diretor da Sezam Zaad, do mesmo grupo guatemalteco (Unisource), faz três anos que a empresa atua no ramo de gergelim no Brasil. 


“Nesse período, enviamos a carga somente em contêineres pelos portos de Santos e Paranaguá. 


Gergelim é um produto 90% de exportação, utilizado para fazer óleo e outros alimentos que queremos que sejam feitos aqui para exportarmos diretamente o produto final”, afirmou.


A operação do navio Lady Lilly é da empresa Marcon Logística Portuária. 


De acordo com o diretor comercial Patrick Ferreira Tavares, esse embarque de gergelim marca o retorno do produto para a modalidade de “carga solta” (carga geral).


O embarque pelo Porto de Paranaguá, explica ele, gera muitos ganhos para a economia da região, com cerca de 400 pessoas por dia na operação no embarque da carga. 


Foram dois os motivos que fizeram os clientes optarem pelo Porto de Paranaguá: 


“Pela condição do porto abrigar vários tipos de cargas e abrir as portas para novos negócios, e também pela facilidade de espaço, a retroárea, para esse tipo de mercadoria fora do porto”, afirma Tavares.


O gergelim, como item alimentício, não pode ter contato com produtos químicos. 


Além disso, pelo volume, ocupa o dobro de espaço que outras mercadorias ensacadas. 


“Para um navio de 20 mil toneladas foi necessário dispor de um espaço de retroárea de 40 mil toneladas. 


E esse espaço hoje, nos demais portos brasileiros, é extremamente disputado. Em Paranaguá, há essa disponibilidade”, completou.


Fonte: Portos do Paraná
Imagem: Claudio Neves
Redação da Maré.

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