Portos do Paraná em parceria com pescadores fazem limpeza nos manguezais de Antonina

> Publicado 09 novembro - Leitura Read

Portos do Paraná em parceria com pescadores fazem limpeza nos manguezais de Antonina

 

Mais de uma tonelada de lixo foi retirada da Ponta da Pita, trapiche municipal, rio Tucunduva e região do Portinho.


A Portos do Paraná, em parceria com a Colônia de Pescadores de Antonina, comandou na última quinta-feira (4) um mutirão de limpeza nos manguezais do município. 


Mais de uma tonelada de lixo foi retirada da Ponta da Pita, trapiche municipal, rio Tucunduva e região do Portinho e gerou receita de R$1.350 para a Associação do Km4 da Coleta Seletiva com a reciclagem.


Para o presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, a ação vai ao encontro da solicitação do governador Carlos Massa Ratinho Junior em aproximar a empresa pública da comunidade. 


“Desde o começo da gestão ele nos determinou que os portos do Paraná além de olhar para o oceano, tivessem um olhar voltado para nossas cidades litorâneas e para as comunidades que ali residem”


Jaqueline Dittrich, bióloga da Portos do Paraná e uma das coordenadoras da ação, conta que a Colônia de Pescadores de Antonina foi a responsável por fomentar o projeto. 

                             
Portos do Paraná em parceria com pescadores fazem limpeza nos manguezais de Antonina


“Apoiamos a iniciativa de imediato e, juntos, convocamos outros parceiros: o grupo dos Escoteiros do Mar, o Movimento Mais Antonina, a prefeitura Municipal de Antonina, o Hotel Camboa, o pessoal do ‘km4 da Coleta Seletiva’, o Clube Náutico de Antonina, a Cia Ambiental e Ecotec, empresas que prestam assessoria ambiental para a Portos do Paraná”.


A bióloga afirma que o mais importante é promover a conscientização ambiental e cuidar dos manguezais, locais extremamente importantes para a vida marinha. 


“É o lugar onde peixe, camarão, caranguejo, usam para se reproduzir. 


Esse dia demonstrou bem que cada um precisa cuidar do seu resíduo, ter consciência na hora de fazer o descarte correto, têm materiais que demoram milhares de anos para se decompor”, complementa.


A dificuldade encontrada pelas equipes de voluntários em tirar o lixo também merece destaque. 


O ambiente de lama e lodo provoca quedas e afundamento, o que torna mais difícil o recolhimento de resíduos para terra firme.


A presidente da Coleta Seletiva do km4, Maria Eleutério de França, conhecida em Antonina como Maria Pirula, diz que é uma honra participar da ação com a empresa pública em algo que ela já faz há anos na cidade de Antonina.


“Ficamos bem felizes, porque sabemos que quanto mais se retira esses resíduos do meio ambiente, do mar, quem ganha com isso somos nós mesmos. 


Vamos deixar uma Antonina mais linda para nossas próximas gerações futuras”, comemora.


Segundo João Basílio, presidente do Grupo Escoteiro do Mar de Antonina, por ano, são jogados no mar quase oito milhões de toneladas de plástico. 


“O problema é que o plástico não se dissolve, ele fica anos, décadas na natureza. É por isso que estamos indo no interior da baía, entrando nos rios, indo no Tucunduva, é porque a correnteza, a maré, coleta todo o plástico que está flutuando na baía e vai depositando no fundo dos mangues, como se aquilo lá fosse um grande lixo. E nós precisamos cuidar de nosso patrimônio natural”, desabafa Basílio.


“É onde o lixo está mais concentrado: Ponta da Pita, trapiche municipal, rio Tucunduva e região do Portinho”, justifica Hélio de Freitas Castro, da Colônia de Pescadores e um dos comandantes da ação, sobre a escolha dos locais.


Foram utilizados três barcos, um veleiro e três caiaques. A Prefeitura Municipal de Antonina apoiou a iniciativa cedendo o transporte terrestre do lixo e na divulgação do evento.


“Quando nos envolvemos em uma empreitada dessa, o que vale é a satisfação de ver o trabalho realizado por toda comunidade. Essa é a semente que fica”, salienta o prefeito de Antonina, Zé Paulo.


Fonte: Portos do Paraná

Imagens: Claudio Neves

Redação da Maré.

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