Projeto de biodigestor avança à segunda fase no Porto de Paranaguá

> Publicado 23 novembro - Leitura Read

Projeto de biodigestor avança à segunda fase no Porto de Paranaguá
 

A biodigestão da matéria vegetal resultará no digestato que será aplicado como fertilizante em processo de recuperação na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guaraqueçaba.


O estudo de viabilidade para implantação de um biodigestor no Porto de Paranaguá entrou na segunda fase. Pioneiro no setor portuário do Brasil, o projeto foi apresentado pela Portos do Paraná na COP26, em Glasgow, na Escócia, no mesmo período em que a empresa CIBiogás coletava as primeiras amostras do material que alimentará a usina.

                         
Projeto de biodigestor avança à segunda fase no Porto de Paranaguá

Esta fase está prevista no plano de trabalho que compõe os Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para diagnosticar a viabilidade de implantação de toda a estrutura necessária ao empreendimento.


“Com os estudos e a possibilidade de ter esta tecnologia, a empresa pública Portos do Paraná reitera seu compromisso com o meio ambiente, com a sustentabilidade e com a mudança que as grandes corporações precisam assumir, transformando um passivo ambiental em ativo energético”, afirma o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.


O diretor de Meio Ambiente da empresa pública, João Paulo Ribeiro Santana, explica que a implantação do biodigestor fez parte dos projetos apresentados ao mundo. 


“Fizemos a apresentação dessa usina, que fará a biodigestão de substratos vegetais existentes no porto. São grãos que caem no solo, durante a movimentação, ou dos caminhões de cargas. 


Hoje eles são varridos e levados para o aterro sanitário ou compostagem”, explica.


Segundo Santana, o objetivo é utilizar os resíduos para gerar o biogás, com subsequente transformação em biometano e energia elétrica. 

                         
Projeto de biodigestor avança à segunda fase no Porto de Paranaguá

A biodigestão da matéria vegetal resultará no digestato (resíduo da biodigestão), que será aplicado no Programa de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), servindo como fertilizante em processo de recuperação na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guaraqueçaba, no município de Antonina.


O projeto possui sete etapas e a duração prevista é de 12 meses 


A Portos do Paraná e a CIBiogás, localizada dentro do Parque Tecnológico da Itaipu Binacional, com expertise em estudos de viabilidade de plantas de biogás, iniciaram a segunda fase com a coleta de amostras de grãos vegetais para análises laboratoriais para identificar o Potencial Bioquímico de Metano.


“Temos um cronograma bem definido para todas as etapas. A equipe técnica da CIBiogás veio a Paranaguá para conhecer as perdas de grãos vegetais, como soja, milho e farelos e esporadicamente alguns produtos importados como cevada e malte”, explica Rafael Salles Cabreira, coordenador de Fiscalização e Controle de Emergências Ambientais da diretoria de Meio Ambiente.


No total, serão coletadas oito amostras em diferentes pontos e diferentes épocas do ano devido à entressafra.


Com as análises, que devem estar concluídas em março, será projetada a capacidade do material para gerar energia. 


“Vamos avaliar o potencial de biogás a partir dos produtos gerados no Porto. 


O estudo vai além do potencial, avaliando, também, a viabilidade técnica, econômica e ambiental”, explica Daiana Gotardo, coordenadora de Engenharia da CIBiogás.


Segundo ela, os dados serão utilizados para análise do projeto da biodigestora e seu potencial de produção de biogás e de energia. 


“Vamos desenhar como vai funcionar o arranjo técnico da planta, trazer os custos pensando em fluxo de caixa e também vamos avaliar os impactos ambientais que esse projeto pode causar. 


Teremos ainda o digestato, que será aplicado em áreas degradadas”, diz Daiana.

 

Fonte: Portos do Paraná

Imagens: Claudio Neves

Redação da Maré.

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