MEIO AMBIENTE TURISMO MUNDO CURIOSIDADES MENU

O pico de aproximação será às 16h51, de acordo com uma tabela do Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS)

Ciências

O pedaço gigante de rocha está sendo rastreado e compartilhado em tempo real pela NASA.

Ciências

NASA disse, em um comunicado à imprensa, que vai tentar extrair oxigênio do regolito lunar. 

Ciências
‘DogPhone’- dispositivo inicia videochamada para cão contatar seu tutor

É uma forma de averiguar se o bichinho está bem ou se tem algum problema. 

Apelidado de DogPhone, o dispositivo (como uma bola comum) envia um sinal para um laptop e inicia uma videochamada com o som de um telefone tocando normalmente. É uma forma de averiguar se o bichinho está bem ou se tem algum problema.


Dessa maneira, a pessoa pode escolher se deseja atender a chamada ou desligar, e também pode ligar a qualquer momento para o animal de estimação. 


Os cientistas dizem que essa opção pode ser um pouco mais complicada, já que o pet teria que se mover em direção à câmera para que ele pudesse ser visto pelo dono. 


O aparelho foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Glasgow, na Escócia, e da Aalto University, na Finlândia.

                                 
‘DogPhone’- dispositivo inicia videochamada para cão contatar seu tutor

A autora da pesquisa utilizada para criar essa tecnologia, a doutora Ilyena Hirskyj-Douglas, disse em entrevista ao The Guardian que "essa é apenas uma forma de demonstrar que os cachorros podem controlar a tecnologia"


A pesquisa do DogPhone foi publicada na revista científica 'Proceedings of the Association for Computing Machinery on Human-Computer Interaction' e apresentada na conferência polonesa de Superfícies e Espaços Interativos, de 2021, organizada pela associação que cuida da mesma revista. 


Ainda em entrevista ao The Guardian, Ilyena contou que as tecnologias existentes já permitem que o dono "meça os passos de seus animais de estimação" e possam até mesmo alimentá-los remotamente. 


No entanto, não há nada que permita que o cachorro tenha uma participação ativa no processo. 


Os pesquisadores contam que o aparelho passou por uma série de interações capazes de garantir a sensibilidade perfeita do toque para a ligação. 


Ilyena testou o aparelho durante 16 dias com seu labrador de nove anos, o Zack. 

                                 

‘DogPhone’- dispositivo inicia videochamada para cão contatar seu tutor
*O labrador Zack e a pesquisadora Ilyena Hirskyj-Douglas


Ela fez um diário com as ligações entre ela e o animal. O problema é que ela viu que nem sempre o cachorrinho sabia o que estava fazendo, apesar de ter aparecido na câmera com perfeição em cinco ocasiões. 


Em um dos momentos, por exemplo, ela conta no estudo que Zack ligou, mas não parecia muito curioso com a interação, só com a própria cama. 


Em outro, ele ficou apenas passando com o rabo balançando na frente da câmera.


Por que isso importa? 

"É apenas a opção de dar aos cachorros uma escolha", contou a pesquisadora ao jornal britânico. 


"Ainda que a gente não entenda a escolha deles, não significa que eles não deveriam ter uma." 


De acordo com ela, o DogPhone pode trazer benefícios aos animais de estimação, especialmente no contato enquanto o dono estiver ausente. 


Mesmo assim, ela até admite que ficou com "alguma ansiedade" ao interagir com seu cachorrinho. 


E Ilyena ainda vai além, dizendo que esse dispositivo vai poder dar tanta independência aos pets que no futuro eles poderão até ligar uns para os outros. 


"Existem tantas possibilidades diferentes que você poderia ter", completa


Curiosidades
 
“Campos de vidro” do deserto do Atacama resultaram da explosão de cometa. Entenda

Os campos de vidro estão espalhados em uma faixa de cerca de 70 km de extensão nos pampas do Tamarugal.


Os “campos de vidro” do deserto do Atacama foram criados pelo efeito da explosão de um cometa, segundo o estudo publicado por um grupo de cientistas. Para os geólogos, os campos foram preservados pela hiperaridez do terreno. 

 

"Esta explosão desceu em direção à superfície do solo como um plasma muito quente, a cerca de 1.700° C", explica o geólogo Nicolás Blanco à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC). 


"Esse plasma foi acompanhado por ventos com força de furacão, semelhantes aos dos tornados. 


O calor combinado com os ventos gerou os corpos derretidos com parte do material do cometa, fundindo e incorporando essas rochas que também foram derretidas."


O cometa teria explodido ao se aproximar da superfície da Terra, gerando um jato de fogo com ventos semelhantes aos de um furacão ou um tornado.


Naquela época, a paisagem daquela região do planeta era muito diferente da aridez absoluta atual: havia vegetação abundante, animais gigantes e corpos d'água, possivelmente lagoas.

                                 
“Campos de vidro” do deserto do Atacama resultaram da explosão de cometa. Entenda

O inferno gerado pela explosão do cometa no céu não só teria a capacidade de destruir os seres vivos na Terra, mas também criaria um mistério para os geólogos até os dias de hoje.


É que em um ponto do deserto do Atacama, chamado de pampa do Tamarugal, foram descobertas em 2008 rochas com formações cristalinas de origem incerta até pouco tempo atrás.


Em 2008, o geólogo descobriu os campos de vidro junto com seu colega Andrew Tomlinson (ambos do Serviço Nacional de Geologia e Mineração do Chile, Sernageomin). 


Isso levou à pesquisa de Blanco, Tomlinson, Peter Schultz, Scott Harris e Sebastián Perroud publicada em 2 de novembro na revista Geology.


Um mistério do deserto

“Campos de vidro” do deserto do Atacama resultaram da explosão de cometa. Entenda

Os campos de vidro estão espalhados em uma faixa de cerca de 70 km de extensão nos pampas do Tamarugal.


As formações rochosas que apresentam incrustações cristalinas, após serem analisadas, foram catalogadas como originárias do Pleistoceno Superior. Ou seja, teriam pelo menos 10,5 mil anos de idade.


Essas rochas com formações cristalinas não têm valor comercial, mas são muito valiosas para os estudos de geologia.


"A rocha é do tipo escória, como são conhecidas na indústria siderúrgica, com vidros de cor verde escura que não têm valor econômico em si, porque não possuem uma beleza particular", explica Blanco.


"Dentro desse material fundido, existem pequenos cristais microscópicos que lhe conferem a característica especial que possui."

 

As mudanças em nosso planeta que criaram o deserto teriam gerado a hiperaridez pela qual muitas dessas rochas foram preservadas quase que no mesmo momento em que foram formadas.


"Isso não é muito comum. Existem algumas evidências em algumas partes da África e da Austrália, com climas áridos, e é mais fácil observá-las lá. 


Mas em áreas com vegetação é muito difícil (de enxergá-las), por isso é uma descoberta bastante interessante para a ciência", conta Alejandro Cecioni, subdiretor nacional de geologia da Sernageomin, à BBC News Mundo.


Quando Blanco e Tomlinson encontraram as rochas, se perguntaram como elas teriam se formado. 


"O exemplo do impacto de meteoritos na superfície da Terra já é conhecido: eles formam crateras e deixam vestígios de rocha derretida que indicam os efeitos da alta temperatura e pressão do impacto."


"Mas nesta região essas crateras de impacto não existem. Então, como se explica uma fonte de calor diferente do impacto de um meteorito?"


Por que um cometa?

“Campos de vidro” do deserto do Atacama resultaram da explosão de cometa. Entenda

Esses tipos de formações cristalinas podem ser encontrados em outras partes do planeta, onde a atividade vulcânica, a colisão de um meteorito ou a queda de um raio deixaram uma marca no solo.


Testes de armas nucleares têm características similares ao evento ocorrido no Atacama, por também deixarem rochas fundidas, explica o pesquisador.


Mas naquele ponto do deserto do Atacama não há evidências de vulcões ou vestígios do impacto de um corpo espacial de tal magnitude. 


O que os pesquisadores descobriram são três minerais que consideram essenciais.


As análises mostraram que nos vidros ocorre a fusão de cubanita, trolita e baddeleyíta, sendo que os dois primeiros minerais são aqueles detectados em meteoritos e cometas.


Nos anos 2000, a missão Stardust da NASA trouxe para a Terra amostras do cometa Wild-2 com a presença de cubanita e trolita.


Como não havia evidência de queda de meteorito, os cientistas acreditam que a fusão de minerais e a formação cristalina foram causadas pelo impacto de um cometa.


"Esses três elementos eram indicativos de que o processo de formação estava em altíssima temperatura e era gerado por esse processo térmico que vinha do espaço", afirma Blanco.


A Teoria do Grande Fogo

 

“Campos de vidro” do deserto do Atacama resultaram da explosão de cometa. Entenda

Um evento com características semelhantes ao impacto de que falam os cientistas não foi documentado pela humanidade.


O "evento de Tunguska", uma grande detonação na Rússia no início do século 20, é atribuído à explosão aérea de um meteorito, uma vez que não deixou uma cratera na superfície da Terra. 


Mas não causou tanta devastação quanto se sabe que ocorreu no Atacama, no Chile.


"Os dois eventos coincidem com a destruição da megafauna local. Naquela época, (onde hoje é o Atacama) havia animais de grande porte que ficavam em um ambiente com vegetação, que também queimou em temperaturas muito altas, o que não é muito comum", diz Cecioni, que faz parte do Serviço Nacional de Geologia e Mineração do Chile.


No caso de Tunguska, na Rússia, as árvores apontaram a dimensão da explosão do corpo celeste.


Uma teoria anterior aventava a hipótese de que as formações de vidro eram causadas pelo incêndio na vegetação, mas Blanco afirma que não há evidências de que um incêndio de superfície possa gerar uma quantidade de calor superior a 1.700°C, a ponto de derreter os minerais encontrados.


Em geral, incêndios florestais podem gerar temperaturas de até 500°C. 


"Nenhum incêndio florestal em lugar nenhum deixou evidências de vidro derretido dessa magnitude. 


Nos grandes incêndios florestais em várias partes do mundo, nunca foi relatada a existência de fusão de solos", diz o geólogo.


Por esse e outros motivos, ele e seus colegas consideram que as evidências da formação das misteriosas rochas com cristais são produto de um evento de liberação de energia como a explosão de um cometa.


Fonte: BBC News

Imagens: Nicolás Blanco

 

Curiosidades
Homem sofre acidente aéreo e é resgatado “por acaso” no mar da Flórida
 

O piloto foi encontrado em pé no topo da fuselagem da aeronave pela Patrulha de Fronteira enquanto estava no meio de outra operação no mar da Flórida.


O homem que havia sofrido um acidente com seu avião na costa da Flórida, nos Estados Unidos, foi resgatado pela unidade especial da Marinha e pela polícia local, que "por acaso" realizavam uma operação conjunta próximo ao local.


De acordo com o NY Post,  a Unidade de Operações Marítimas e Aéreas da cidade de Tampa estava no meio de uma operação conjunta com a Unidade de Impacto Tático do condado de Citrus quando avistaram uma aeronave flutuando na água a menos de um quilômetro do Aeroporto George T. Lewis na Flórida.

                          
Homem sofre acidente aéreo e é resgatado “por acaso” no mar da Flórida

Um homem, identificado como o piloto e único ocupante do avião, emergiu dos destroços e subiu no topo da fuselagem da aeronave enquanto os oficiais se aproximavam.

                               
Homem sofre acidente aéreo e é resgatado “por acaso” no mar da Flórida

Imagens divulgadas mostram o homem esperando pelo salvamento em pé no topo do avião. Segundo a publicação, ele passou por uma avaliação médica e passa bem, apesar do susto.


“A consciência da situação e as ações rápidas dos agentes evitaram uma tragédia ainda maior”, disse o diretor adjunto de operações marítimas, Michael Matthies em um comunicado enviado à imprensa local. 


“Somos gratos por ter recursos adequados e pessoal treinado para atuar em situações como esta.”


O xerife do Condado de Citrus, Mike Prendergast, disse que salvar a vida de alguém é a maior recompensa da polícia. 


“Graças ao treinamento extensivo e aos instintos aguçados, os nossos agentes souberam exatamente como responder a esta situação e facilitaram o resgate rápido desse indivíduo”, finalizou.

Fonte: NY Post

Imagens: Reprodução / NY Post / Citrus County Sheriff's Office

 

Curiosidades
                        
30 ovos de dinossauro de 66 milhões de anos foram desenterrados na Espanha

Os paleontólogos envolvidos na descoberta acreditam ainda que existem aproximadamente outros 70 ovos dentro das rochas do mesmo sítio arqueológico.


Os 30 ovos de dinossauro, datado de 66 milhões de anos atrás, do Período Cretáceo, foram extraídos de rochas presentes em um sítio arqueológico na Espanha por pesquisadores espanhóis, portugueses e alemães.

*Fotografia do primeiro ovo a ser retirado da pedra - Divulgação/ Universidade de Saragoça

O achado foi feito na província de Huesca, região que fica no nordeste do país.


A escavação começou em 2020 e a análise dos fósseis terminou no último mês de setembro, conforme informações repercutidas pela Newsweek. 


As conclusões iniciais da pesquisa apontam que os ovos pertenciam a um saurópode de pescoço longo, uma espécie herbívora que gerou alguns dos maiores dinossauros que já viveram na Terra — com indivíduos que podiam alcançar incríveis 66 metros de altura.

                           
30 ovos de dinossauro de 66 milhões de anos foram desenterrados na Espanha
*Ilustração mostrando algumas espécies de saurópodes / Crédito: Divulgação/ Scientific American/ Raúl Martín
 

“No total, cinco pessoas dedicaram oito horas por dia durante 50 dias para escavar o ninho, que finalmente foi removido com a ajuda de uma escavadeira”, relatou Moreno-Azanza, que participou da pesquisa, a respeito do processo de escavação realizado em 2020. 


Os cientistas envolvidos na descoberta acreditam ainda que existem aproximadamente outros 70 ovos dentro das rochas do mesmo sítio arqueológico. 


Felizmente, o projeto recebeu os subsídios necessários para os próximos três anos, de forma que esse processo de extração dos fósseis terá continuidade.


Curiosidades
                       
Capacidade de regeneração dos axolotes pode beneficiar a medicina


O anfíbio vem sendo estudado por sua capacidade de regenerar células e partes do corpo.


O anfíbio da espécie axolote vem sendo estudado por cientistas que acreditam que sua capacidade de regeneração possa beneficiar a medicina e ajudar na cicatrização de órgãos, regenerar membros e no tratamento de câncer e de doenças degenerativas.


O axolote, anfíbio nativo dos lagos da Cidade do México, declarado Patrimônio Mundial pela Unesco, está quase extinto na natureza — sobretudo por causa da proliferação de espécies invasoras de peixes e da poluição da água nos agitados canais da cidade. 

                            
Capacidade de regeneração dos axolotes pode beneficiar a medicina


Algumas espécies se transformam em salamandras que vivem na terra, perdendo as caudas semelhantes a girinos e as brânquias da cabeça. 


Comprovado seu poder de regeneração 

                                 

Frankie tinha perdido metade do rosto em decorrência de uma infecção fúngica.


Mas, assim como outros axolotes, ele tinha um talento especial.


A veterinária e pesquisadora de axolotes Erika Servín Zamora, que também era cuidadora de Frankie, disse que ficou impressionada ao ver a extraordinária capacidade de regeneração do animal que ela, até então, conhecia apenas dos livros.


Em dois meses, Frankie ganhou um novo olho totalmente funcional, e a vida voltou ao normal em seu tanque no Zoológico de Chapultepec.


“Os cientistas estão tentando tirar proveito das propriedades regenerativas dos axolotes e aplicá-las em pessoas feridas em acidentes, guerras ou vítimas de doenças — pessoas que perderam membros”, explica Servín Zamora.


“Outros estão procurando maneiras de como a regeneração do axolote pode ajudar a cicatrizar órgãos humanos, como coração ou fígado.”


Os axolotes também estão ajudando Servín Zamora e outros cientistas a entender a aparente resistência ao câncer que todos os anfíbios parecem ter.


“Em 15 anos, não vi nenhum caso de tumor maligno em axolotes, o que é interessante”, diz ela. 


“Suspeitamos que sua capacidade de regenerar células e partes do corpo ajude nesse aspecto.”

 

Capacidade de regeneração dos axolotes pode beneficiar a medicina

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos já doou mais de US$6 milhões a pesquisas sobre o anfíbio de 20 centímetros de comprimento, com a esperança de que algum dia seja desenvolvida uma tecnologia capaz de ajudar, por exemplo, veteranos de guerra.


“No México, estamos tentando identificar as moléculas que ajudam a regeneração, com o objetivo de extrapolar esta capacidade regenerativa aos humanos”, disse o biólogo Jesús Chimal, pesquisador da UNAM (Universidad Nacional Autónoma de Mexico).


“Nas experiências que estamos realizando, às vezes cortamos extremidades dos axolotes e tentamos detectar os fatores que reprimem a regeneração”, diz ele.

 

Capacidade de regeneração dos axolotes pode beneficiar a medicina

Os axolotes têm sido usados no México como remédio para algumas condições associadas à gravidez, fraqueza e doenças respiratórias. 


Um grupo de freiras em Patzcuaro, no México, cria legalmente uma espécie de axolote, cujo nome científico é Ambystoma dumerilii, e usa os animais como ingrediente de um xarope para tosse, embora tradicionalmente eles fossem consumidos como parte de um caldo.


Mitologia

Capacidade de regeneração dos axolotes pode beneficiar a medicina
 

Devido a tendência de mudar de forma, os axolotes têm uma presença forte na mitologia asteca: 


Eles costumam ser reconhecidos como uma representação de Xolotl, deus do submundo que é o irmão gêmeo do mal de Quetzalcoatl, frequentemente representado pelo Sol. 


Quando vários deuses foram convidados a fazer um sacrifício para criar o mundo, Xolotl fugiu para a água. 


Por sua covardia e relutância em ajudar, ele foi condenado a viver para sempre na água e a sofrer da eterna juventude. 


Para os astecas, a morte era transcendente — e não concluir esse ciclo significava ser impedido de alcançar uma esfera superior.


Bem Estar

Cachorra ‘assina’ projeto de lei sobre leishmaniose com o prefeito de Florianópolis
 

A Cadela Many, portadora da doença, foi levada para dar visibilidade ao tema.


Uma cachorra foi levada à Prefeitura de Florianópolis para "assinar" um projeto de lei sobre a leishmaniose visceral, doença que atinge cães e humanos. 


A proposta prevê que tutores de baixa renda que optarem por tratar o animal recebem do município o medicamento necessário. 


A cerimônia de assinatura do projeto de lei ocorreu na manhã desta quarta-feira (10). 

A doença é transmitida pelo mosquito-palha infectado. 


A leishmaniose não tem cura e o cão doente, mesmo em tratamento, continua sendo portador, informou a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive). 


Dessa forma, o mosquito, ao picá-lo, fica infectado e pode transmitir o protozoário causador da moléstia para outros cães e também às pessoas.


Em humanos, ainda segundo a Dive, a doença pode evoluir para a morte. Porém, não foram registrados óbitos de pessoas por leishmaniose visceral em Santa Catarina.


Florianópolis é a única cidade do estado a ter transmissão da doença Foram registrados quatro casos, segundo a Dive: três em 2017 e um este ano. 


Durante a solenidade, a cachorra chamada Many teve a pata carimbada no documento, que será enviado à Câmara de Vereadores (assista acima). 


A Casa informou que o projeto não havia chegado para os parlamentares até 15h23 desta quarta. A proposta precisa ser votada em plenário.

 

A secretária-adjunta da Casa Civil de Florianópolis, Karoline Grando, confirmou que a assinatura da cachorra não tem valor jurídico. 

"Foi uma ideia bacana que encontramos para dar mais visibilidade ao tema e divulgar o projeto de lei. 


O projeto foi assinado pelo prefeito Gean Loureiro e pelo Secretário Municipal da Casa Civil Everson Mendes, e agora vai à Câmara Municipal, para votação", disse.

 

A cachorra é da vereadora Priscila Fernandes (Podemos), autora do projeto de lei.


O que diz o projeto


De acordo com o projeto de lei, é considerado tutor de baixa renda aquele que possuir renda familiar de até três salários-mínimos. Atualmente, esse valor seria de R$3.300.


Conforme a prefeitura, a atual política pública de saúde no Brasil prevê que a doença é uma ameaça também para humanos e, caso o tutor não faça o tratamento do animal, o cão deve ser eutanasiado.


Leishmaniose

A doença é causada pelo parasita Leishmania infantum. De acordo com a Dive, idosos, crianças e imunodeprimidos têm maior risco de desenvolver a forma grave da doença.


A Diretoria de Vigilância Epidemiológica esclareceu que o animal que recebe tratamento não deixa de ser portador da doença. Por essa razão, deve-se usar uma coleira repelente para evitar ser picado pelo mosquito-palha e infectar o inseto transmissor. 


Além disso, deve manter acompanhamento veterinário a cada seis meses.


Bem Estar